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1 de September, 2025

Mpox vs Covid-19: Autoridades de saúde explicam a razão do menor impacto no país

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O sector da saúde esclareceu que o número reduzido de casos de Mpox no país, deve-se sobretudo às características de transmissão da doença, que é mais limitada em comparação com a Covid-19.

Catarina Maguni Mavimbe, médica especialista e técnica do Centro Operativo de Emergências em Saúde Pública (COESP), explicou a ‘’Carta de Moçambique’’ que a transmissão do surto ocorre, principalmente, através de contacto directo e prolongado com lesões cutâneas, fluidos corporais ou objectos contaminados. Já a Covid-19 dissemina-se rapidamente através de gotículas respiratórias e aerossóis, o que facilita a propagação em ambientes fechados e com aglomerações.

“Enquanto a Covid-19 apresenta uma taxa de transmissão elevada, incluindo casos assintomáticos, a Mpox exige contacto próximo e visível, reduzindo significativamente o risco de contágio”, referiu a fonte.

O surto da Mpox foi declarado oficialmente em Moçambique, a 10 de julho de 2025. Desde então, o país regista apenas casos leves, todos em isolamento domiciliário e sem necessidade de internamento hospitalar.

Segundo a especialista, a Mpox tende a ser uma doença auto-limitada, com baixa taxa de letalidade. Apesar de haver registo de mortes noutros países, estas estão geralmente associadas a pessoas com imunodeficiências, comorbilidades ou pertencentes a grupos vulneráveis, como crianças, idosos e grávidas.

“No nosso contexto, a doença tem afectado sobretudo jovens saudáveis, que recuperam entre duas a quatro semanas”, destacou a especialista.

Questionada sobre se os resultados se devem às medidas implementadas ou à própria natureza da doença, Maguno-Mavimbe sublinhou que ambos os factores estão a contribuir.

“A Mpox é naturalmente menos contagiosa e menos letal que a Covid-19. Mas as medidas de saúde pública, como o isolamento dos casos positivos e a vigilância contínua são essenciais para conter a propagação”.

Medidas de prevenção

Apesar da baixa gravidade dos casos registados, o Ministério da Saúde mantém uma estratégia activa de rastreamento de contactos, testagem e monitorização de doentes.

“A resposta rápida, com detecção precoce e isolamento, é fundamental para evitar complicações e garantir que o surto se mantenha controlado”, acrescentou a médica. (M.A)

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