Tomando como referência os dados recolhidos em Julho último, nas Cidades de Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-Xai e Inhambane, quando comparados com os do mês anterior, o país registou uma queda de preços na ordem de 0,22%, mas em termos mensais os preços aumentaram 3,96%. Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), em termos mensais, as divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas e de transportes contribuíram com cerca de 0,21 e 0,11 pontos percentuais (pp) negativos, respectivamente.
Desagregando a variação mensal por produto, o INE destaca a queda dos preços do tomate (8,7%), do gasóleo (4,8%), da gasolina (1,5%), da couve (6,4%), do repolho (15,9%), da cebola (4,7%) e da alface (10,2%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,33pp negativos.
Contudo, a Autoridade Estatística constatou que alguns produtos com destaque para o peixe seco (2,6%), o carvão vegetal (4,6%), os sumos naturais (3,6%), a carne de bovino (3,7%), o pão de trigo (0,8%), o peixe fresco (1,0%) e os refrigerantes (2,1%), contrariaram a tendência de queda de preços, ao contribuírem com cerca de 0,20pp positivos no total da variação mensal.
De Janeiro a Julho do ano em curso, o INE calculou que o país registou um aumento do nível geral de preços na ordem de 0,97%, influenciado pelas divisões de restaurantes, hotéis, cafés e similares e de Alimentação e bebidas não alcoólicas, que foram as de maior destaque, ao contribuírem com cerca de 0,49 pp e 0,22 pp positivos, respectivamente.
“Comparativamente a igual período do ano anterior, os preços do mês em análise registaram um aumento na ordem de 3,96%. As divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Restaurantes, hotéis, cafés e similares, foram as que tiveram maior aumento de preços ao variarem com cerca de 8,99% e 8,91%, respectivamente”, refere o comunicado do INE.
Desagregando a variação mensal pelos centros de recolha, que servem de referência para a variação de preços no país, a Autoridade Estatística notou que, em Julho último, as Cidades de Tete com 0,42% e de Nampula com 0,02% registaram aumento de preços. No entanto, os restantes centros registaram queda de preços, sendo de destacar a Cidade de Quelimane com 0,58%, seguida da Cidade de Xai-Xai com -0,57%, da Província de Inhambane com -0,45%, da Cidade da Beira com -0,38% e das Cidades de Chimoio e de Maputo com -0,23%, cada.





