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Maputo -

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30 de July, 2025

Parque Nacional de Maputo embolsa 23 milhões de Meticais em receitas turísticas

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O turismo foi afectado nos últimos meses de 2024 devido às manifestações contra as eleições fraudulentas de 09 de Outubro. Para o Parque Nacional de Maputo, o efeito da tensão pós-eleitoral foi tão elevado de tal modo que só registou um aumento de 4% no número de visitantes terrestres para 19.5 mil, gerando 23 milhões de Meticais (36.9 mil USD) em receitas.

Ainda no mesmo Parque, no lado marinho, os mergulhos reduziram 7% para 25 mil, os safaris oceânicos reduziram 10% para 2.6 mil, enquanto os encontros com golfinhos aumentaram 2% para 6.7 mil. Relativamente aos números e receitas de pesca recreativa, aumentaram 5% e 60% respectivamente, para 3.8 mil pescas, resultando numa receita de 28 mil USD.

Os dados constam do Relatório Anual da Peace Parks Foundation, uma organização não-governamental que apoia técnica e financeiramente o Governo em áreas de conservação. No mesmo informe, constam informações estatísticas do turismo nos Parques Nacionais de Limpopo, Zinave e Banhine.

O documento refere que, no Parque Nacional de Limpopo, o turismo continuou a registar uma recuperação desde a Covid-19 com um aumento de 34% no número de visitantes, totalizando 5.3 mil e as receitas aumentaram 18% para 5.9 milhões de Meticais (92 mil USD). No mesmo âmbito, foi iniciada a instalação de nova sinalética turística de direcção e distância da estrada para melhorar a imagem turística do parque.

De acordo com a fonte, o Parque Nacional de Zinave recebeu no ano passado 1.2 mil turistas, um aumento de 65%, gerando uma receita de 1.2 milhão de Meticais (19.3 mil USD). No local, foi criado o Figtree Camp para fazer face ao aumento do número de turistas que acampam com novas instalações sanitárias construídas.

Em termos de investimentos foi adquirida ainda uma viatura para safaris turísticos e nomeado um consultor para assessorar sobre o processo de licença especial do acampamento Tondo Lodge, cujo lançamento está previsto para 2025.

Já o Parque Nacional de Banhine foi o que menos turistas recebeu em 2024. Do Relatório da Peace Parks Foundation consta que visitaram aquele destino 83 turistas, gerando um lucro de 68.9 mil Meticais (1000 USD). A fonte explica que o número reduzido se deve ao facto de ser um destino desconhecido e que para reverter o cenário necessita de desenvolvimento.

O apoio financeiro da Peace Parks Foundation representou, no ano passado, 71% dos custos operacionais de todos os parques. Em 2024, o apoio financeiro total da Peace Parks Foundation aos parques e operações em Moçambique ultrapassou os 9.2 milhões de USD. A organização geriu igualmente mais 6.3 milhões de USD em financiamento de doadores externos, perfazendo assim mais de 15.5 milhões de USD do orçamento total para operações e desenvolvimento de parques. Para 2025, o orçamento previsto é de 21 milhões de USD.

Combate à caça furtiva

O Relatório da Peace Parks Foundation revela que, em comparação com 2023, o esforço de patrulhamento aumentou de 11.3 mil para 12.2 mil patrulhas, em grande parte devido ao patrulhamento intenso de protecção de rinocerontes no Parque Nacional de Zinave. O número de fiscais destacados também aumentou de 305 para 391. De acordo com a fonte, o número médio mensal de armadilhas encontradas diminuiu significativamente para 106 em 2024, contra 171 em 2023. Entretanto, as detenções de caçadores furtivos permaneceram consistentes numa média de três por mês e houve um aumento de 22% no número total de espingardas apreendidas, que era de 11.

“A tendência contínua de aumento do esforço e de queda nas estatísticas de caça furtiva é indicativa de uma protecção reforçada dentro dos parques. A melhoria das penas dos caçadores furtivos em Moçambique continuou a apresentar uma tendência positiva. Lamentavelmente, seis elefantes foram vítimas da caça furtiva ao longo do ano no Parque Nacional de Limpopo e a ameaça contínua de envenenamento em toda a área do Grande Limpopo, visando os carnívoros, continua a ser uma preocupação, assim como as crescentes ameaças de exploração ilegal de madeira no Parque Nacional de Zinave”, destaca o mais recente Relatório da Peace Parks Foundation que trabalha em Moçambique desde 2001.

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