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16 de July, 2025

Arranca em Setembro o processamento do gás natural em Inhambane

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O Conselho de Ministros apreciou esta terça-feira (15), na Cidade da Beira, capital provincial de Sofala, a informação do Ponto de Situação da Infra-estrutura Integrada de Processamento (IFP) para a produção de Petróleo Leve, Gás Natural e Gás de Petróleo Liquefeito (GPL) ao abrigo do Contrato de Partilha de Produção (PSA).

No briefing dado à imprensa, no final da 25ª Sessão Ordinária do órgão, o Governo disse ter sido foi informado de que as operações da infra-estrutura integrada de processamento estão previstas para iniciar em Setembro de 2025, enquanto a Central Térmica de Temane (CTT) prevê o início das operações em Fevereiro de 2026, depois de adiadas em princípios de 2024 passado.

O Projecto PSA de gás e energia de Temane, no distrito de Inhassoro, norte de Inhambane, foi lançado em Março de 2022 pelo então Presidente da República, Filipe Nyusi. Além da IFP e CTT, o projecto visa também a construção de uma linha de transporte de energia entre Temane e Maputo.

Orçado em cerca de 760 milhões de USD, o PSA envolve o Governo de Moçambique, a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) e a SASOL e preconiza a produção de 4.000 barris de petróleo leve por dia, 23 milhões de gigajoules de gás natural, por ano, para a geração de energia, bem como a produção de 30.000 toneladas de gás de petróleo liquefeito (GPL), vulgarmente conhecido como gás de cozinha.

O gás natural, a ser usado para a implementação do CTT, será fornecido pela ENH e pela SASOL, na sua qualidade de co-vendedoras do produto, no âmbito de um contrato firmado com a Electricidade de Moçambique (EDM), em Maio de 2021.

Este projecto vai garantir a geração de 450 Megawatts de energia eléctrica e resulta de uma parceria público-privada formada e liderada pela Globeleq, EDM e SASOL, com uma concessão válida por 25 anos, devendo, no fim do contrato, transferir-se o activo para o Estado Moçambicano. A CTT produzirá energia eléctrica, num modelo de geração em ciclo combinado à base do gás natural, que será fornecida à EDM para a distribuição no mercado nacional e o excedente será exportado para a região.

O projecto da CTT está a ser construído pela empreiteira espanhola TSK e tinha a duração prevista de 34 meses, com operação comercial inicialmente prevista para 2024. Contudo, as operações não arrancaram devido aos impactos da Tempestade Tropical Filipo, que em Março de 2024 atingiu o distrito de Inhassoro, na província de Inhambane, afectando a área de construção. Especificamente, a tempestade danificou o Cais Temporário, a área de desembarque, a barcaça e o rebocador utilizado no projecto.

Espera-se que este projecto aumente cerca de 16% da capacidade instalada de produção de energia no país, contribuindo para a resposta à demanda de cerca de 1,5 milhão de famílias, no âmbito do Programa de Acesso Universal à Energia, até 2030, e para a industrialização nacional.

Adicionalmente, o projecto prevê a construção de uma Linha de Transporte de 563 km a 400 kV, avaliada em cerca de 500 milhões de USD e engloba a construção de três subestações em Vilankulo, Chibuto e Matalane, bem como a ampliação da subestação de Maputo.

A TTP representa a primeira fase do desenvolvimento do Projecto da “Espinha Dorsal” do sistema de transporte de energia de Alta Tensão a partir de Tete para Maputo, conjugado com os projectos de produção de energia no Vale do Zambeze. Adicionalmente, o TTP irá criar condições para a electrificação rural, assim como para potenciar a actividade agrícola e a mineração ao longo do seu trajecto. (Carta)

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