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15 de April, 2019

Literatura / Mashinamu na Uhuru

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Publicado em 2018 pela editora Intermeios e pela FAPESP, com o apoio da editora Kapicua, o livro de Lia Dias Laranjeira trata da produção de arte makonde em diálogo com o cenário político de Moçambique no contexto colonial. Desde o século XIX, as esculturas produzidas pelos makonde em pau-preto foram representadas na literatura dos viajantes europeus e, posteriormente, na literatura colonial, como uma das mais importantes referências artísticas da África. Entre as décadas de 1950 e 1960, a criação de um mercado de arte makonde e de novos estilos escultóricos, a exemplo do shetani e do ujamaa, tiveram uma relação directa com os deslocamentos da população makonde de Moçambique para o Tanganyika (depois Tanzânia), ao norte do rio Rovuma. A aproximação com o método etnográfico e os relatos orais reunidos pela autora possibilitaram o aprofundamento e as leituras em contraponto das fontes escritas, formadas especialmente por documentos produzidos por funcionários coloniais, pela PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado) e por membros da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique).

 

(16 de Abril, às 18Hrs no Centro Cultural Brasil-Moçambique)

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