O Gabinete Provincial de Combate à Corrupção de Maputo anunciou, há dias, a apreensão de 550,00 Meticais em duas operações distintas, que culminaram na detenção, em flagrante delito, de três cidadãos suspeitos de envolvimento em crimes de corrupção.
O primeiro caso ocorreu no dia 8 de Setembro, na paragem de Xidiminguana, na Cidade da Matola, onde agentes do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção de Maputo (GPCCM) surpreenderam um trabalhador da Associação de Transportes de Maputo a receber 500,00 Meticais de um transportador de passageiros.
Segundo aquele órgão do Ministério Público, o valor teria sido entregue como contrapartida pela entrega ou facilitação de uma licença de circulação, apesar de o operador ter alterado ou encurtado indevidamente a rota autorizada, entre a Baixa e a Escola Nyusi. O trabalhador foi detido em flagrante delito e o dinheiro apreendido, segundo a entidade que combate os crimes de corrupção.
O segundo caso registou-se no dia 01 de Setembro, durante uma operação de fiscalização realizada por investigadores do GPCCM na via pública, no Município da Matola-Rio. Na ocasião, foi detido em flagrante delito um agente da Polícia Municipal da Matola-Rio, que foi surpreendido a receber 50,00 Meticais de um condutor de transporte semi-colectivo de passageiros que fazia a rota Mozal-Machava.
De acordo com o GPCCM, o valor teria sido entregue para que o agente não fiscalizasse a legalidade da actividade de transporte exercida pelo condutor. O referido agente da Polícia Municipal é indiciado pela prática do crime de corrupção passiva para acto ilícito, previsto e punido pelo artigo 425 do Código Penal, enquanto o condutor é acusado de corrupção activa, nos termos do artigo 427 do mesmo diploma legal.
No comunicado a que “Carta” teve acesso, a anti-corrupção diz que os três cidadãos foram detidos e constituídos arguidos, sendo que os respectivos processos seguem seus devidos termos legais para determinação da responsabilidade criminal.





