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15 de July, 2026

PRM desmantela suposta quadrilha de consumidores e traficantes de drogas em Nampula

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A Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Nampula, deteve, no último fim-de-semana, 15 cidadãos moçambicanos, a quem acusa de consumir e vender drogas na cidade de Nampula, com destaque para metanfetamina e cannabis sativa.

Segundo o porta-voz do Comando Provincial da PRM, em Nampula, Dércio Samuel, entre os detidos encontram-se duas mulheres trabalhadoras do sexo e um casal. As pessoas foram detidas nos bairros de Napipine, Natikiri, Murrapaniua e Muahivire.

Falando aos jornalistas nesta terça-feira, Dércio Samuel disse que, durante a operação, a Polícia apreendeu uma quantidade significativa de cannabis sativa e metanfetamina, além de ter desmantelamento vários pontos de venda e consumo de drogas na terceira maior cidade do país. Diz, por exemplo, que as duas trabalhadoras de sexo detidas estavam na posse de cinco saquetas contendo metanfetamina.

Na mesma ocasião, o porta-voz da Polícia, em Nampula, apresentou indivíduos acusados de roubo em residências, vandalização de bens e ameaças às vítimas com recurso a objectos contundentes, com o objectivo de extorquir dinheiro.

Entretanto, alguns dos detidos negam qualquer envolvimento nas actividades criminosas. Por exemplo, o casal detido por suposto consumo e venda de drogas contou que foi interpelado pela Polícia quando regressava de uma oficina de reparação de um telefone.

Detidos supostos comerciantes de marfim

Ainda na província de Nampula, três cidadãos moçambicanos foram apresentados pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) como supostos vendedores de marfim. O SERNIC diz tê-los encontrado na posse de quatro pontas de marfim, que pretendiam comercializar nos arredores da cidade de Nampula, na passada quarta-feira, 8 de Julho.

Segundo a porta-voz do SERNIC, na província de Nampula, Enina Tsinine, os indivíduos, que são acusados do crime de tráfico de espécies protegidas, afirmam ter adquirido as referidas pontas de marfim numa feira económica, realizada no distrito de Mueda, província de Cabo Delgado.

“No interrogatório preliminar, os indivíduos alegaram ter adquirido os troféus numa feira de exposição de diversos produtos, no distrito de Mueda, província de Cabo Delgado, pelo valor de 1.500 Meticais cada, totalizando 6.000 Meticais. Segundo os suspeitos, pretendiam vender o marfim por 1.3 milhão de Meticais a um cidadão conhecido apenas por ‘Nganda’, que se encontra em parte incerta”, explicou Enina Tsinene.

Aos jornalistas, um dos detidos, de 33 anos de idade, admitiu ter sido encontrado na posse de pontas de marfim, no bairro Carrupeia, mas disse que o produto pertence ao seu primo. Disse também desconhecer a origem do produto e que apenas procurava um comprador disposto a pagar 300.000 Meticais. Acrescentou que o alegado comprador é um cidadão estrangeiro, embora a intermediação estivesse a ser feita por um cidadão nacional.

Outro detido, de 28 anos de idade, afirmou que o marfim não lhe pertence, mas sim a um amigo, antigo funcionário das Alfândegas, que lhe teria pedido para guardar aquele produto faunístico em sua casa desde o ano 2011. Segundo o suspeito, os objectos eram utilizados apenas como peças de adorno no seu quarto durante este período.

O terceiro acusado declarou que actuava apenas como intermediário na transação e que contactou outro indivíduo para facilitar o negócio, sem saber que o suposto parceiro, que alegava representar um patrão estrangeiro, estava a colaborar com o SERNIC. O suspeito confirmou que o negócio estava avaliado em 1,3 milhão de meticais.

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