O Bairro de Incídua, em Quelimane, encontra-se isolado do resto da capital da província da Zambézia, na sequência do desabamento da ponte sobre o rio Muarua, na manhã de domingo (13), devido ao excesso de carga.
O delegado provincial da Administração Nacional de Estradas (ANE), Roberto Tonissai, disse que a queda da ponte foi provocada por um camião que transportava material de construção com o dobro do peso exigido na travessia, que é até cinco toneladas.
“O excesso de carga comprometeu a estrutura da ponte, culminando no seu colapso”, afirmou Tonissai.
Avançou que uma grua foi mobilizada para retirar o veículo pesado e permitir o início das operações de avaliação dos danos. Roberto Tonissai assinalou que a ponte metálica foi instalada em 1994, tendo sido a primeira deste tipo montada em Moçambique.
Ao longo dos anos, devido à erosão das margens do rio e às alterações das condições naturais do local, a infra-estrutura foi sendo ampliada para manter a sua funcionalidade.
Contudo, essas intervenções acabaram por ultrapassar os limites técnicos recomendados pelo fabricante, levando a ANE a reduzir progressivamente a capacidade de carga autorizada.
O responsável explicou ainda que a instituição já iniciou os estudos técnicos para definir a solução de reposição da travessia, que poderá passar pela construção de uma nova ponte metálica ou por outra infra-estrutura, dependendo dos resultados da avaliação em curso.
Para já, não foi avançado qualquer prazo para o restabelecimento da circulação normal.
Relativamente ao camião envolvido no incidente, Roberto Tonissai afirmou que a viatura já foi removida e apreendida pela Polícia da República de Moçambique (PRM), por alegada violação das restrições de tonelagem impostas para a travessia.
Na sequência do desabamento, o presidente do Conselho Autárquico de Quelimane, Manuel de Araújo, deslocou-se ao local para acompanhar a situação e avaliar a dimensão dos prejuízos.
O autarca informou que foi imediatamente criada uma equipa multi-sectorial, integrando técnicos do Conselho Autárquico de Quelimane e da ANE, com o objectivo de proceder ao levantamento dos danos e definir medidas de resposta de emergência.





