Pelo menos três pessoas perderam a vida no Hospital Central de Nampula, depois daquela unidade sanitária ter ficado às escuras por mais de três horas. A informação foi confirmada pela Direcção da maior unidade sanitária da zona norte de Moçambique, em conferência de imprensa, após circularem informações anunciando a morte de sete pessoas devido ao apagão.
Segundo o porta-voz do Hospital Central de Nampula (HCN), Frederico Sebastião, somente três pessoas morreram durante o apagão, porém, nega que as mortes estejam relacionadas com o corte de energia verificado em toda a cidade de Nampula naquele dia, agravado por falhas verificadas no funcionamento dos seus geradores, facto que afectou o fornecimento de oxigénio.
Frederico Sebastião afirma que duas mortes são referentes a recém-nascidos, que estavam internados no berçário e apresentavam um quadro de asfixia grave. Outro paciente morto é um adulto que se encontrava hospitalizado no Serviço de Medicina devido a “outras complicações clínicas”.
A fonte diz que, após a avaria verificada nos geradores de energia, a direcção do Hospital articulou com o Hospital Geral de Marrere para garantir a continuidade de alguns serviços. Nesse sentido, oito mulheres grávidas, que necessitavam de intervenção cirúrgica, foram transferidas para aquela unidade sanitária.
Adicionalmente, o Governador de Nampula disponibilizou 200 litros de combustível para o HCN e um gerador adicional como forma de minimizar a situação. A fonte não aprofundou as razões que levaram os dois geradores a avariarem em simultâneo, colocando milhares de vidas humanas em risco.
Refira-se que as mensagens postas a circular no domingo alertavam ainda que nos cuidados intermediários de adultos também havia registo de mortes devido à falta de oxigénio, em resultado do corte de corrente eléctrica.





