Duzentas e quinze pessoas encontram-se em quarentena domiciliária no país, dos quais 152 a nível da cidade de Maputo, 41 na província de Cabo Delgado, nove em Sofala, seis em Nampula, quatro na província de Maputo e três na província da Zambézia.
A informação foi divulgada, na tarde desta segunda-feira, pela Directora Nacional de Saúde Pública, Rosa Marlene, que sublinhou o facto de a capacidade de diagnóstico, no nosso país, ser de apenas 500 casos suspeitos, através do Instituto Nacional de Saúde de Marracuene. Para tal, já foram treinados 35 técnicos de laboratório ao longo de todo o país para recolher amostras, devidamente e armazená-las.
“Até ao dia 23 do mês em curso, foram rastreados, em todo o país, 113.674 passageiros, dos quais 483 provenientes da República da China e outros de países que tenham registos de casos. E todas as 483 pessoas foram colocadas em quarentena domiciliária durante 14 dias e, até ao momento, não existe nenhum caso registado”.
Entretanto, a fonte garantiu ainda que existe também um protocolo assinado com a África do Sul para o apoio técnico, em caso de alguma eventualidade. “O que temos de fazer agora é reforçar o rastreio no sentido de melhorar a nossa capacidade de identificar as pessoas que tiveram possíveis contactos com as pessoas doentes, o que é fundamental porque a principal arma é a prevenção”, explicou a fonte.
Por seu turno, o Porta-voz do Ministério dos Negócios Estrageiros e Cooperação, Geraldo Saranga, afirmou que 24 estudantes moçambicanos continuam na província de Hubei, a mais afectada pelo coronavírus, na República da China. Refira-se que 14 estudantes moçambicanos terão sido retirados daquela cidade pelos seus progenitores.
“É importante explicar que uma parte dos estudantes já saíram da China, tendo em conta que nem todos vão para lá como bolseiros do Estado moçambicano. Há pais e encarregados de educação que, por conta própria, têm seus filhos a estudarem lá. O grande desafio é estabelecer um mecanismo de colaboração com os pais para atingir os estudantes que não vão como bolseiros para partilharem o programa de regresso voluntário que eles têm feito”, explicou Saranga.
A fonte disse ainda que as autoridades chinesas têm garantido a segurança e os mantimentos dos 24 estudantes, que se encontram sitiados naquela província e que, neste momento, os mesmos têm estado a receber aulas via online.
Refira-se que, em todo o mundo, já foram registadas 79 mil pessoas infectadas e mais de 2.500 óbitos, vítimas do coronavírus. Em África, apenas há registo de um caso, no Egipto, e uma suspeita no vizinho Reino de E-Swatini. (Marta Afonso)





