A ex-Ministra da Educação e Desenvolvimento Humano e antiga Ministra da Administração Estatal e Função Pública, Carmelita Rita Namashulua, acaba de ser nomeada como a primeira Inspectora-Geral de Estado, o novo órgão central criado pelo Presidente da República com objectivo de harmonizar os sistemas de fiscalização, prevenir irregularidades e reforçar o combate à corrupção.
O facto foi comunicado no final da tarde de hoje pelo Gabinete de Imprensa da Presidência da República. De acordo com a nota de imprensa, Carmelita Namashulua vai contar com o apoio de Emanuel Augusto Mabumo e Laura Helena Nhancale, nomeados ao cargo de Inspector-Geral Adjunto do Estado.
Segundo a Presidência da República, as nomeações de Namashulua, Mabumo e Nhancale “inserem-se no processo de instalação e operacionalização da Inspecção-Geral do Estado, órgão criado para reforçar os mecanismos de controlo, fiscalização, auditoria e promoção da integridade e boa governação na Administração Pública”.
A Inspecção-Geral do Estado, órgão que nasce da fusão da Inspecção-Geral das Finanças e Inspecção-Geral da Administração Pública, será responsável por auditar e inspecionar entidades da administração do Estado, governação descentralizada, empresas públicas e representações diplomáticas.
Refira-se que Carmelita Namashulua era Ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, quando, em 2022, foram expostos erros de conteúdo em manuais escolares de distribuição gratuita, com destaque para o livro do aluno de Ciências Sociais da 6ª Classe. Na altura, a então governante “lavou às mãos” em relação ao caso, tendo responsabilizado os seus subordinados.
Aliás, o Governo até criou uma Comissão de Inquérito para esclarecer a polémica, porém, foi a própria Ministra que, após 23 dias de trabalho da referida Comissão, assumiu o papel dos “inquiridores” e apresentou, ao país, o Relatório de Inquérito. No entanto, não aceitou ser questionada em relação às conclusões do Relatório e muito menos foram conhecidos os membros da referida Comissão de Inquérito.





