“O domínio efectivo do espaço marítimo constitui hoje um factor determinante para o êxito da estratégia global de estabilização, pacificação e desenvolvimento sustentável daquela província [Cabo Delgado] e do país, em geral”.
A tese foi defendida esta segunda-feira pelo Presidente da República, durante da cerimónia de patenteamento e tomada de posse de oficiais generais das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), dos oficiais comissários da Polícia da República de Moçambique (PRM) e oficiais superiores da Migração e do Serviço Nacional Penitenciário.
Segundo Daniel Chapo, a Marinha de Guerra moçambicana desempenha um papel central na defesa da soberania, da independência, da integridade territorial e na protecção da costa marítima nacional. Defende igualmente que a Marinha de Guerra desempenha um papel importante na salvaguarda dos recursos marinhos, na segurança das rotas de navegação e no combate aos ilícitos transnacionais, incluindo o terrorismo, a pirataria marítima, o tráfico de pessoas, o tráfico de drogas, de armas e outras formas de criminalidade organizada.
“No quadro da luta contra o terrorismo, em Cabo Delgado, a Marinha de Guerra é chamada a desempenhar um papel decisivo na vigilância costeira, no controlo das vias marítimas, no apoio às operações conjuntas e no bloqueio das linhas de abastecimento logístico dos terroristas”, defendeu o Chefe de Estado, para quem o novo Comandante da Marinha de Guerra, o Contra-Almirante Estevão Bernardo Nchokomala, tem a responsabilidade de liderar a modernização, o reforço institucional, o aumento da prontidão operacional e a consolidação da disciplina na Marinha de Guerra.
“Queremos que a Marinha de Guerra contribua para que as nossas Forças Armadas se consolidem, cada vez mais, como entidade republicana, profissional e comprometidas com a Unidade Nacional, a paz, a estabilidade política, económica e social do povo moçambicano e o desenvolvimento deste nosso belo país”, acrescenta, sublinhando que, num contexto regional e internacional marcado por ameaças assimétricas, instabilidade geopolítica e criminalidade transfronteiriça, a componente naval assume responsabilidades acrescidas na garantia da segurança marítima e na preservação da soberania nacional.





