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30 de September, 2025

Conselho Jurisdicional da Renamo suspende João Machava

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O Conselho Jurisdicional da Renamo, dirigido pelo deputado Arnaldo Chalaua, suspendeu o antigo membro e porta-voz da Junta Militar da Renamo, Leonardo Munguambe, conhecido por João Machava, da qualidade de membro daquele partido político por supostamente ter violado os Estatutos do partido. A decisão foi tomada no dia 23 de Setembro.

De acordo com a nota, com a referência n.º 017/GPCJN/2025, em causa estão “as graves violações comprovadas ao Estatuto do Partido”, bem como “o incumprimento reiterado das suas obrigações partidárias”, protagonizados por João Machava, actualmente porta-voz do grupo de antigos guerrilheiros da Renamo que exigem a demissão de Ossufo Momade da liderança do partido.

“Esta decisão foi tomada após uma análise minuciosa dos comportamentos e atitudes incompatíveis com os princípios, normas e disciplina interna do partido, como, por exemplo, a emissão de ofícios em nome do partido sem legitimidade para tal, com o fim único de colocar em causa a imagem, integridade e bom funcionamento da nossa organização política”, explica a nota, a que “Carta” teve acesso.

A nota refere que a suspensão é por um período indeterminado, pelo que, “enquanto durar o período de suspensão, ficam vedados todos os direitos partidários que lhe são conferidos, incluindo a participação em reuniões, tomada de decisão ou representação em nome do partido, sob pena de agravar ainda mais a sua situação disciplinar”.

Refira-se que João Machava tem sido um dos rostos da contestação da liderança de Ossufo Momade, num movimento nacional levado a cabo por antigos guerrilheiros e que teve seu início em Fevereiro deste ano, após a histórica derrota eleitoral da Renamo, que relegou a “perdiz” à terceira maior força política do país, em troca com o PODEMOS, até então um partido extraparlamentar.

Em Agosto último, Machava convocou uma conferência de imprensa na qual defendeu que o ex-maior partido da oposição estava à beira do colapso e que era urgente a necessidade de os membros se encontrarem para discutir o seu futuro, depois do descalabro verificado nas eleições autárquicas de 2023 e gerais de 2024.

“Urge a necessidade de sentarmos à mesma mesa para repensarmos o partido. Queremos convocar todos os desmobilizados da Renamo, quadros do partido a todos os níveis e todos os membros influentes para uma reunião, na qual se deve discutir a vida do partido e evitar o colapso que está iminente”, afirmou João Machava, dias depois de ter anunciado uma nova fase no encerramento das delegações da Renamo.

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