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20 de February, 2026

Ordem dos Engenheiros distancia-se de alegado engenheiro criticado pelo edil de Nacala-Porto

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A Ordem dos Engenheiros de Moçambique esclareceu que um alegado engenheiro criticado pelo presidente do município de Nacala-Porto, Faruk Momade Nuro, pelo trabalho nas obras de requalificação da Av. Eduardo Mondlane, daquela cidade, não faz parte da classe.

Através de uma nota de 12 de Fevereiro, assinada pelo bastonário da referida ordem, Feliciano Dias, que o indivíduo interpelado pelo autarca, a 25 de Novembro último, durante a visita das obras de requalificação da Avenida Eduardo Mondlane, não é engenheiro.

A nota explica ainda que o referido cidadão não exerce a profissão de engenheiro, nem é membro da Ordem dos Engenheiros de Moçambique, de acordo com a Lei n.º 16/2022, de 26 de junho.

A posição da Ordem surge na sequência de declarações do edil Faruk Momade Nuro que, durante uma actividade de monitoria das obras na urbe, desqualificou o trabalho que vinha sendo realizado por trabalhadores, considerando um deles engenheiro e dando a entender que este nada compreendia de engenharia ou que não aplicava os seus conhecimentos na execução das actividades.

No mesmo comunicado, que já circula nas redes sociais, a Ordem dos Engenheiros de Moçambique informa que constituiu uma comissão para apurar os factos, tendo constatado várias irregularidades no processo de execução das referidas obras.

Acusou Nuro de ter recusado colaborar com a aludida comissão em torno do assunto, apontando ainda a existência de fiscalização não licenciada, irregularidades na placa da obra, uso ilegal do título de engenheiro e inconformidades no quadro técnico do empreiteiro.

Os engenheiros recomendam a revisão do quadro técnico do empreiteiro, a contratação de uma fiscalização independente e licenciada, a substituição do director da obra e a correção da placa informativa.

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