O Banco de Moçambique nomeou, na última terça-feira (23), Amélia Sirage e Hélder Muianga, quadros da instituição, para desempenharem as funções de inspectores residentes no Banco Internacional de Moçambique (BIM) e no Moza Banco, respectivamente.
Em comunicados separados, o Banco Central explica que a nomeação dos inspectores ocorreu no âmbito do acompanhamento que tem feito àqueles bancos comerciais.
Os inspectores residentes irão, “de entre outras tarefas, monitorar o modelo de negócio e a estratégia do banco, acompanhar e analisar os desenvolvimentos no sistema de gestão e de controlo interno e participar em reuniões relevantes dos órgãos colegiais”, avança o regulador financeiro.
Não obstante a acção de supervisão, o regulador do sistema financeiro nacional sublinha que tanto o BIM quanto o Moza Banco continuam sólidos e estáveis.
No mesmo dia, o Banco Central comunicou a retirada de Amélia Sirage do Access, para onde tinha sido indicada a 27 de Setembro 2023, para monitorar a implementação do modelo de negócios e estratégia da instituição, acompanhar e analisar os desenvolvimentos nos sistemas de governação e controlo interno do banco, bem como participar em reuniões relevantes dos órgãos colegiais.
“Esta decisão decorre da eficaz colaboração do Access Bank, SA bem como dos progressos significativos alcançados na governação e controlos internos da instituição”, explica o Banco Central.
Entretanto, o Banco de Moçambique sublinha que o Access Bank continua sujeito à supervisão habitual, em conformidade com os procedimentos aplicáveis às demais instituições do sistema bancário nacional.
O BIM foi até Dezembro de 2025 o maior banco com importância sistémica, de acordo com o “ranking” anual do Banco de Moçambique, enquanto o Moza Banco continuou a ocupar o lugar de quinto banco com importância sistémica.
Em 2025, o regulador financeiro não incluiu o Acess Bank do comunicado sobre a matéria, mas em 2024 foi o oitavo com importância sistémica em Moçambique.
Em Moçambique, operam actualmente 15 bancos comerciais e 12 micro-bancos, além de diversas cooperativas de crédito e organizações de poupança supervisionadas e reguladas pelo Banco Central.





