Moçambique defendeu, na semana finda, acções consideradas decisivas para contribuir no desenvolvimento económico do continente africano. A posição foi assumida durante as Reuniões do Conselho de Governadores do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que teve lugar em Brazzaville, no Congo.
Discursando no encontro, a Administradora para o Pelouro de Estabilidade Monetária do Banco de Moçambique, Maria Majimeja – governadora temporária em representação da Ministra das Finanças junto do grupo BAD –, destacou a necessidade de desenvolvimento de mercados financeiros domésticos e regionais mais profundos, capazes de mobilizar poupança africana para financiar o desenvolvimento do próprio continente.
Majimeja desafiou também o BAD a contribuir na redução da fragmentação regulatória e aceleração de reformas que reforcem a previsibilidade, transparência e segurança jurídica para o investimento privado. Defendeu ainda um papel mais activo do BAD na redução de riscos, através da expansão de instrumentos de garantia, apoio a projectos de elevado retorno social e criação de plataformas regionais capazes de reduzir o prémio de risco africano.
Moçambique apelou a uma maior velocidade operacional por parte do BAD, defendendo que África necessita não apenas de boas estratégias, mas sobretudo de execução rápida, projectos bancáveis e sinais claros ao mercado internacional.
Sobre a Nova Arquitectura Africana para o Desenvolvimento (NAFAD), a Administradora do Banco de Moçambique considerou que a fase inicial deve ser “prática, leve e orientada para resultados”, enfatizando que o sucesso da iniciativa dependerá fundamentalmente do compromisso político dos Estados africanos.
Na área do emprego jovem e financiamento às Micro, Pequenas e Médias Empresas, a fonte defendeu modelos integrados que combinem formação técnica aplicada, acesso ao financiamento e integração em mercados.
Moçambique incentivou igualmente o BAD a apoiar a transição de programas-piloto para plataformas continentais escaláveis, particularmente nos sectores agro-industrial, logístico, conectividade digital e energético, em parceria com os Estados e o sector privado.




