O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu, neste sábado, o investimento no “conhecimento científico específico”, como forma de monetizar os recursos naturais. “A exploração e monetização destes recursos requer conhecimento científico específico, no qual devemos investir, estratégica e seriamente”, disse.
Falando no encerramento da V Sessão Ordinária do Comité Central da Frelimo, o órgão mais importante do partido no poder no intervalo entre os Congressos, Chapo afirmou que o país deve aprender da experiência de outras nações que atingiram níveis de industrialização, até com poucos recursos naturais.
“Devemos investir mais na educação técnico-profissional para um conhecimento produtivo em áreas estratégicas do desenvolvimento do nosso país. Só assim é que Moçambique pode dar um salto significativo no desenvolvimento industrial sem passar por todas etapas que os países industrializados passaram”, sublinhou.
Segundo o Presidente da Frelimo, é tempo de se agir “de forma estratégica e resoluta” face à explosão demográfica que o país vem registando, “que se traduz na demanda dos serviços básicos”, com destaque para educação, saúde, alimentação, emprego e habitação.
“O desafio da explosão demográfica associa-se a questão do desenvolvimento humano, em particular, na multiplicação do conhecimento produtivo e relevante para o aumento da produção e da produtividade na economia real”, explicou.
Resumindo os resultados da reunião, que começou na última quinta-feira, na Escola Central da Frelimo, no Município da Matola, província de Maputo, Chapo disse que os “camaradas” destacaram, durante os debates, a “importância e urgência” de reformas profundas na construção de um modelo de desenvolvimento económico que permita ao país “alcançar a almejada independência económica”.
“A questão do desenvolvimento económico, a utilização dos imensos recursos naturais, em particular os minerais críticos, para a criação da riqueza e a sua distribuição inclusiva para a prosperidade e felicidade do povo moçambicano, foram matérias dominantes e acesos debates que aqui tivemos”, garantiu Chapo.
“A centralidade da questão económica, nos debates, atesta a clareza da visão que definimos para o presente ciclo de governação, de renovar Moçambique, criando bases para uma efectiva independência económica”, acrescentou.
Referir que a V Sessão Ordinária do Comité Central, a segunda a ser dirigida por Daniel Chapo, contou com a presença dos antigos Presidentes da Frelimo, antigos membros da Comissão Política, membros do Governo e altos dirigentes das Forças de Defesa e Segurança.





