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26 de June, 2025

Ainda nos debatemos com problemas de liberdade de pensamento – Albino Forquilha

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O Presidente do PODEMOS (Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique), a segunda maior força política do país, defende que 50 anos após a independência nacional, Moçambique ainda debate-se com diversos problemas, entre eles, o respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais.

Discursando esta quarta-feira, no âmbito da comemoração dos 50 anos da independência nacional, Albino Forquilha disse que o país ainda se debate com problemas de liberdade de pensamento, tal como de escolha livre, transparente e justa, o que significa que “a liberdade para a qual lutamos e conquistamos a independência, ainda está sendo posta em causa em grande medida”.

O político, que falava na qualidade de líder da oposição, entende que o país ainda enfrenta graves problemas de respeito pelas políticas públicas, pelos direitos económicos, sociais e culturais dos cidadãos, pelo que “a igualdade pela qual lutamos e derramamos sangue e conquistamos independência não se vive em grande medida ainda no país”.

Continuando, o Presidente do partido criado por dissidentes da Frelimo e que suportou a candidatura presidencial de Venâncio Mondlane disse também que os moçambicanos ainda vivem desrespeitos, em grande medida, do direito ao desenvolvimento humano, a paz e ao meio ambiente, o que significa que “estamos longe do alcance da fraternidade para a qual lutamos e obtivemos independência em 1975”.

“Em 50 anos de independência, clamamos pelo respeito e tratamento igualitários ao nível da governação e políticas públicas, significando estarmos longe da dignidade humana para a qual lutamos e conquistamos esta independência”, disse Forquilha, para quem a luta dos moçambicanos visava a liberdade, igualdade, fraternidade e dignidade.

“O derramamento de sangue dos moçambicanos nas sucessivas revoltas contra o invasor do sistema colonial português não tinha motivações xenófobas, nem racistas, mas sim uma luta pelo respeito dos direitos e liberdades civis, simplesmente, os direitos humanos”, sublinhou.

Para Albino Forquilha, o Diálogo Político Inclusivo agendado pelos partidos signatários do Compromisso Político de 05 de Março estabelece alicerces seguras “para um Moçambique melhor do que o hoje”, pelo que “estamos a preparar o povo para massiva participação no diálogo nacional, pois, acreditamos que só com diálogo encontraremos entendimentos melhores para os nossos problemas”. (Carta)

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