Estavam praticamente despidas as bancadas do Estádio da Machava, local escolhido para a realização da cerimónia central dos 50 anos da independência nacional, que se assinalaram esta quarta-feira.
Com capacidade para acolher 45 mil pessoas, o Governo aguardava, no Estádio da Machava, perto de 40 mil espetadores, porém, pouco mais da metade da capacidade do Estádio é que estava ocupada. Até às 11h00, menos da metade do público estava nas bancadas, sendo que algumas zonas estavam completamente despidas.
Com o atraso de quase 1h30m verificado em relação ao horário previamente definido para o início da cerimónia (10h30m), o Estádio da Machava ainda conseguiu receber algumas pessoas, mas longe das espectativas. Aliás, com o incumprimento do horário, algumas acabaram deixando o Estádio ao meio da celebração até porque o estômago já reclamava alguma intervenção alimentar. A cerimónia só arrancou perto das 12h00.
O Chefe de Estado chegou ao local às 10h45, tendo descerrado a lápide que simboliza os 50 anos da independência nacional. Porém, a tocha da chama da unidade só chegou ao local um pouco depois das 11h45m.
Com a fome e o cansaço a tomarem conta do público, as pessoas acabaram por abandonar o Estádio da Machava momentos depois do anúncio do fim da cerimónia. Nem o anúncio do espetáculo musical, que estava programado, conseguiu manter cidadãos no recinto. Os músicos tiveram de se contentar com a presença das equipas do protocolo de Estado e da Polícia, que ainda se mantinham no interior do recinto.
Refira-se que foi no Estádio da Machava onde o primeiro Presidente da República, Samora Moisés Machel, proclamou a independência nacional, pelas 00h00 do dia 25 de Junho de 1975, pondo o fim à dominação colonial portuguesa. (Carta)





