O preço do transporte semi-colectivo de passageiros (chapa) poderá subir a qualquer momento nos cinco municípios da região metropolitana do Grande Maputo, pois o Governo já não pode subsidiar o sector, três meses depois da subida do preço dos combustíveis. O Governo afirma ter remetido aos municípios um expediente para que estes possam analisar e decidir, numa altura em que os transportadores ameaçam subir o preço por alegada falta de pagamento de compensações.
“A compensação foi feita ao longo daqueles três meses. Neste momento, a expectativa é que o serviço público mantenha as tarifas. Para o serviço privado, as tarifas terão de ser analisadas, caso-a-caso, ao nível dos respectivos governos locais e tomar-se-ão as decisões em função daquilo que são os custos operacionais”, diz o Director Nacional dos Transportes e Segurança, Alberto Matusse.
Falando a jornalistas, na quarta-feira (14), em Marracuene, província de Maputo, à margem do II Conselho Coordenador do Ministério dos Transportes e Logística, Matusse reiterou que o custo do transporte de passageiro irá incrementar brevemente, mas sem avançar datas, alegadamente porque quem vai decidir sobre o assunto são os municípios.
Respondendo à pergunta de insistência sobre se, de facto, o preço do “chapa” vai aumentar, o dirigente respondeu: “absolutamente. Isso foi anunciado ontem mesmo [dia 13], em sede da conferência de imprensa feita pelo porta-voz do Governo, após a sessão do Conselho de Ministros. Portanto, àqueles níveis, os municípios têm, por lei, a prerrogativa de gerir estas matérias”.
Refira-se que a Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) ameaça, há um mês, que vai incrementar a tarifa do transporte no Grande Maputo, alegadamente por falta de pagamento das compensações (subsídios) prometidas pelo Governo, devido à subida dos custos operacionais influenciada pela subida do preço dos combustíveis. A Federação propõe um acréscimo de 5 Meticais.
O pagamento da primeira tranche das compensações aos transportadores públicos de passageiros (anunciado em Maio de 2026) iniciou a 5 de Junho de 2026 na região metropolitana do Grande Maputo e foi até Agosto. O Governo pagava 35 mil Meticais para semi-colectivos de 15 lugares e 141 mil Meticais para autocarros de grande porte. Entretanto, o acto foi caracterizado por inúmeras reclamações por parte de transportadores filiados à FEMATRO, alegadamente porque, apesar de entregar os dados necessários, o dinheiro não caía nas suas contas.





