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17 de August, 2026

Preços aumentam mais de 7% em Julho e encarecem ainda mais o custo de vida

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Dados recolhidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em Julho último, nas Cidades de Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-Xai e Inhambane, indicam que o país registou subida de preços na ordem de 7,48%, quando comparados com os do igual mês de 2025, impulsionada pelo aumento nas divisões de transportes e de alimentação. Porém, comparando com Junho, o país registou uma queda de preços na ordem de 0,26%.

A queda de preços no período em análise foi influenciada pela divisão de alimentação, sendo que as bebidas não alcoólicas foram as de maior destaque, ao contribuir com cerca de 0,42 pontos percentuais (pp) negativos.

Desagregando a variação mensal por produto, o INE constatou a queda dos preços do tomate (18,7%), da couve (7,2%), da cebola (8,6%), da alface (9,3%), do repolho (9,0%), do coco (2,4%) e da galinha viva (0,8%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,57 pp negativos.

Entretanto, segundo a autoridade estatística, em Julho, alguns produtos, com destaque para o peixe seco (3,3%), o carapau (1,2%), as refeições completas em restaurantes (0,4%), o milho em grão (5,3%), o frango morto em pedaços (2,7%), o peixe fresco (0,8%) e o cimento (0,5%), contrariaram a tendência de aumento de preços, ao contribuírem com cerca de 0,19 pp positivos no total da variação mensal.

Relativamente a igual período do ano anterior, Julho de 2025, os preços do mês em análise registaram um aumento na ordem de 7,48%. O INE explica que as divisões de transportes e de alimentação e bebidas não alcoólicas tiveram maior aumento de preços ao variarem com cerca de 14,87% e 12,62%, respectivamente.

Analisando a variação mensal pelos centros de recolha, a Autoridade Estatística verificou que, em Julho último, todos os centros registaram queda de preços, com destaque para a Cidade de Quelimane, com 0,41%, seguida das Cidades de Inhambane (0,39%), Chimoio (0,38%), Tete (0,35%), Xai-Xai (0,30%), Beira (0,27%), Nampula (0,19%) e Maputo (0,12%).

Comparativamente à variação homóloga, a nossa fonte constatou que todos os centros registaram um aumento do nível geral de preços. A Cidade de Tete registou o maior aumento de preços com cerca de 12,67%, seguida das Cidades de Quelimane (10,18%), Xai-Xai (9,26%), Chimoio (8,73%), Inhambane (8,65%), Nampula (7,07%), Beira (6,37%) e Maputo (4,28%).

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