O custo de vida no mês de Junho passado aumentou exponencialmente, devido ao aumento do custo de transporte, resultante da subida de preço dos combustíveis. Dados recolhidos naquele mês, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), quando comparados com os do mês de Maio, indicam que o país registou um aumento de preços na ordem de 0,20%. Entretanto, em comparação com Junho de 2025, o custo de vida subiu 7%.
Em termos mensais, a subida de preços foi influenciada por transporte, habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis, ao contribuírem com cerca de 0,10 e 0,06 pontos percentuais (pp) positivos, respectivamente.
Desagregando a variação mensal por produto, o INE destacou o aumento dos preços de transportes semi-colectivos urbanos e suburbanos de passageiros (2,3%), do cimento (2,2%), peixe fresco (1,9%), peixe seco (0,7%), detergentes em pó (1,9%), transportes por barco e ferry-boat de passageiros (13,5%) e do arroz em grão (0,7%).
Esses bens contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,24pp positivos.
No entanto, a Autoridade Estatística constatou que alguns produtos, com destaque para o tomate (2,5%), repolho (6,1%), amendoim (2,8%), alface (2,7%), feijão manteiga (0,6%), frango morto em pedaços (1,0%) e o feijão nhemba (3,7%) contrariaram a tendência de aumento de preços, ao contribuírem com cerca de 0,11 pp negativos no total da variação mensal.
“Relativamente a igual período do ano anterior, os preços do mês em análise registaram um aumento na ordem de 7,51%. As divisões de transportes e de alimentação e bebidas não alcoólicas foram as que tiveram maior aumento de preços, ao variarem com cerca de 13,85% e 13,35%, respectivamente”, constatou o INE.
Entretanto, durante o primeiro semestre do ano em curso, a Autoridade Estatística calculou que o país registou um aumento do nível geral de preços, na ordem de 5,40%, influenciado pelas divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas e de transportes, ao contribuírem com cerca de 2,30 pp e 2,03pp positivos, respectivamente.
Analisando a variação mensal pelos centros de recolha, o INE verificou que, em Junho último, as cidades de Nampula, Xai-Xai e da Beira registaram queda de preços, com cerca de 0,33%, 0,18% e 0,06%, respectivamente.
No entanto, os restantes centros registaram aumento de preços, sendo de destacar a cidade de Tete, com 1,64%, seguida da província de Inhambane, 0,40%, cidade de Chimoio, com 0,29%, cidade de Quelimane, 0,26% e da cidade de Maputo. com 0,05%.
Comparativamente à variação homóloga, todos os centros registaram um aumento do nível geral de preços. A cidade de Tete registou o maior aumento de preços, com cerca de 13,54%, seguida da cidade de Quelimane, 9,99%, cidade de Xai-Xai, 8,96%, cidade de Chimoio, 8,90%, província de Inhambane, 8,59%, cidade de Nampula, 7,29%, cidade da Beira, 6,25%, e da cidade de Maputo, com 4,16%.





