O Comissário Interino da Polícia de Limpopo, major-general Jan Scheepers, alertou ao público contra a realização de rusgas ilegais de verificação documentos de identidade em farmas, empresas ou quaisquer outras instalações, afirmando que somente agências de aplicação da lei autorizadas têm permissão para realizar tais operações. O alerta surge na sequência do aumento da actividade anti-imigração em todo o país, incluindo as manifestações realizadas em 30 de Junho.
Antes dos protestos, o Ministro Interino da Polícia, Firoz Cachalia, redireccionou 600 milhões de rands para o fortalecimento das capacidades operacionais e estabeleceu parcerias estratégicas de alto nível em todas as nove províncias para garantir que as manifestações permanecessem pacíficas.
O porta-voz da Polícia de Limpopo, coronel Malesela Ledwaba, disse que o público não tem autoridade legal para realizar inspecções de conformidade relacionadas à imigração. “Somente agências de aplicação da lei autorizadas são legalmente habilitadas pela Constituição a realizar inspecções de conformidade e operações relacionadas à imigração”, disse Ledwaba.
Entretanto, a líder do Movimento March and March, Jacinta Ngobese-Zuma, liderou esta quinta-feira (09) a segunda etapa das marchas contra a imigração ilegal em Mthwalume, na província de KwaZulu-Natal. Ngobese-Zuma disse que a organização vai intensificar a sua campanha para livrar o país de estrangeiros ilegais.
Algumas partes do país pararam esta quinta-feira quando o grupo realizou o seu “lockdown” após dar aos estrangeiros ilegais um prazo até 30 de Junho para deixar o país. O governo de Cyril Ramaphosa tem estado a trabalhar com os líderes de alguns países africanos para coordenar o repatriamento seguro de estrangeiros que optaram por deixar a África do Sul, à medida que o debate sobre imigração atingiu um ponto crítico.

