O Governo de Moçambique assegurou que continua a prestar apoio aos cidadãos malawianos expulsos da África do Sul, enquanto decorrem negociações com as autoridades do Malawi, para encontrar uma solução logística que facilite o processo de repatriamento.
Falando no balanço da 19.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, realizada na terça-feira (07), o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, afirmou que Moçambique não se pode pronunciar em nome das autoridades malawianas, mas garantiu que o Executivo moçambicano tem desenvolvido todos os esforços para assegurar que os cidadãos sejam recebidos e assistidos nas melhores condições possíveis.
Impissa avançou que, dos pouco mais de seis mil cidadãos malawianos abrangidos por este processo, cerca de cinco mil já regressaram ao Malawi pelos seus próprios meios. O Governo moçambicano assegurou o acolhimento, alojamento temporário, assistência humanitária e o acompanhamento necessário durante a permanência destas pessoas em território nacional.
Relativamente aos 770 cidadãos que regressaram na última semana, o porta-voz esclareceu que todo o processo foi integralmente subsidiado e apoiado pelo Governo de Moçambique.
Entretanto, decorrem conversações entre os governos de Moçambique e do Malawi para criar um mecanismo que permita reduzir os custos e simplificar a operação. A proposta em análise prevê que as autoridades malawianas posicionem meios de transporte junto à fronteira comum, permitindo que, após a travessia, os cidadãos sejam imediatamente recebidos e transportados pelas autoridades do seu país.
O responsável explicou que esta solução evitaria que os cidadãos malawianos fossem obrigados a deslocar-se até Maputo para, posteriormente, regressarem ao Malawi, tornando o processo mais rápido e eficiente.
As negociações continuam em curso e dependem da capacidade logística e financeira das autoridades malawianas para assumirem os encargos da operação.
Enquanto não houver um entendimento definitivo, o Governo de Moçambique garante que continuará a prestar assistência, dentro das suas possibilidades, aos cidadãos malawianos em trânsito.
“Costuma dizer-se que África é uma só. Continuaremos, na medida do possível, a apoiar os nossos vizinhos malawianos até que regressem em segurança ao seu país”, afirmou o porta-voz.





