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9 de July, 2026

Standard Bank: Preços de produção das empresas moçambicanas com subida mais acentuada em quatro anos

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O sector privado registou uma estabilização em Junho, mas desafios relacionados com o abastecimento de

combustível resultaram na subida mais acentuada dos preços de produção em quase quatro anos, considera o economista-chefe do Standard BankMoçambique, Fáusio Mussá.

Mussá fez essa avaliação no comentário aos resultados do Purchase Manager’sIndex (PMI), o barómetro do Standard Bank sobre a economia do país.

Os preços de venda subiram com a intensificação das pressões relativas

aos custos [….]. As novas encomendas e a produção aumentam ligeiramente e as empresas diminuem as aquisições e os inventários”, lê-se no comentário.

As condições das empresas em Moçambique  estabilizaram em Junho, após dois meses  consecutivos de contracção e  a recuperação  foi sustentada por expansões modestas

na produção e novas encomendas,

assinalando as primeiras melhorias desde

Março.

 

No entanto, a retoma manteve-se

frágil, limitada por desafios persistentes,

incluindo a escassez de combustível e as

crescentes pressões sobre os preços, que

provocaram o aumento mais acentuado

dos encargos com a produção em quase

quatro anos.

O principal valor calculado pelo inquérito é o PMI.

Em Junho, esse indicador situou-se no seu nível neutro de 50,0, registando um ligeiro aumento em relação aos 49,9 de Maio.

Indicadores acima de 50,0 apontam para

uma melhoria nas condições das empresas em relação ao mês anterior, ao passo que indicadores abaixo de 50,0 mostram uma  deterioração.

Isto indicou que as condições das

empresas estabilizaram, depois de terem

sido registadas ligeiras deteriorações nos dois meses anteriores. O regresso do índice ao equilíbrio reflectiu  tendências opostas em Junho, com  melhorias ligeiras na produção e nas  novas encomendas a serem anuladas por inventários mais reduzidos e por uma ligeira diminuição dos constrangimentos na cadeia de abastecimento”, realça-se no texto.

Em contrapartida, a afluência de novos negócios voltou a  registar crescimento pela primeira vez em  três meses, tendo os inquiridos referido a obtenção de novos clientes, os lançamentos de produtos e a renovação de stocks’  como os principais factores, diz a avaliação.

Os volumes de produção também aumentaram, impulsionados pela abertura de sucursais e por alterações operacionais estratégicas, embora o ritmo de crescimento tenha sido pouco significativo.

O emprego foi outra métrica que registou  uma melhoria em Junho, tendo as empresas criado mais postos de trabalho pelo 13º  mês consecutivo e a um ritmo  ligeiramente mais acelerado. Contudo, a taxa de crescimento permaneceu relativamente moderada”, enfatiza-se na avaliação.

A inflação dos preços de aquisição acelerou,  impulsionada, sobretudo, pela escassez de  combustível no mercado interno e pelo aumento dos custos dos materiais, de  acordo com os membros do painel.

Por outro lado, os  custos com pessoal registaram um ligeiro aumento após um mês de estagnação, reflectindo aumentos salariais e ajustes nas políticas governamentais.

Estas despesas crescentes levaram as empresas a aplicar o aumento mais acentuado dos preços de venda desde Setembro de 2022.

As condições das cadeias de abastecimento para as empresas moçambicanas revelaram sinais tímidos de melhoria em Junho e os prazos de entrega diminuíram pela primeira vez em três meses, embora a redução global tenha sido ligeira, devido às perturbações contínuas decorrentes  do conflito no Médio Oriente.

Entretanto, as empresas reduziram os volumes de aquisição ao ritmo mais acelerado desde Março, com quase o dobro das empresas  a registarem quedas em comparação com as que registaram aumentos.

Esta contracção, aliada às recentes perturbações no abastecimento, levou a uma descida dos níveis de inventário ao ritmo mais acentuado desde Dezembro de 2024.

 

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