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2 de July, 2026

Xenofobia: Protestos anti-imigração de 30 de Junho resultaram em 900 detidos

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A polícia sul-africana indicou na terça-feira (30 de Junho) que 900 pessoas foram detidas durante as marchas contra estrangeiros sem documentos, por prática de crimes relacionados com a violência pública, saques e acolhimento de imigrantes ilegais. Maior parte dos detidos são imigrantes ilegais, mas a corporação não especificou se daquele número há ou não moçambicanos.

 Em conferência de imprensa sobre os resultados do dia de protestos anti-imigração, a tenente-general TebelloMosikili, presidente da Estrutura Operacional e de Inteligência Conjunta Nacional (Natjoints na sigla em inglês), afirmou que das 120 marchas contabilizadas à escala nacional, apenas 12 delas exigiram intervenção policial em algum momento.

 As intervenções e operações policiais paralelas resultaram em centenas de prisões de sul-africanos e de imigrantes ilegais.

“Mais de 900 pessoas foram presas durante as operações do dia 30 de Junho. A maioria são estrangeiros ilegais detidos por saques e outros crimes que serão posteriormente processados”.

 O Cabo Ocidental e Oriental registaram o maior número de prisões, com 215 e 208, respectivamente. Essas prisões foram predominantemente por violência pública e da Lei de Imigração.

 O número de prisões em Gauteng foi comparativamente baixo, com 82 detidos, principalmente por saques e questões relacionadas à Imigração.

 Mosikili confirmou que três incidentes graves de violência foram relatados em Gauteng: o assassinato de um homem durante uma onda de saques em Alexandra, bem como a tentativa de assassinato de dois homens em Hillbrow.

 De um modo geral, a maioria das marchas de 30 de Junho foram pacíficas, mesmo depois que os manifestantes sobrecarregaram os recursos policiais durante a noite de terça-feira, a exemplo de KwaDabeka, em Durban, onde vários supermercados foram saqueados no período nocturno. Os proprietários encerraram as portas enquanto a polícia e as forças de defesa eram mobilizadas para restabelecer a ordem.

 Entretanto, o Governo elogiou os protestos pacíficos contra a imigração ilegal e agradeceu a Polícia Sul-Africana e as outras forças de segurança pelo seu papel na manutenção da paz ao longo do dia.

“Vocês se mantiveram firmes em circunstâncias desafiadoras, aplicaram a lei sem medo ou favorecimento e garantiram que os direitos constitucionais fossem protegidos, enquanto a criminalidade era combatida com firmeza”, declarou.

 A presidente da NatJoints também agradeceu aos organizadores das marchas pelo seu papel na manutenção da ordem.

“Agradecemos aos organizadores dos protestos por terem trabalhado com as forças de segurança e incentivarem os seus apoiantes a permanecerem pacíficos e garantirem o respeito à Constituição e às leis do nosso país”, disse.

 Mosikili afirmou que as autoridades tomaram conhecimento da declaração de March and March de que as manifestações continuariam pelos próximos seis meses, e que a situação seria monitorada.

 O Ministro da Polícia, Firoz Cachalia, também disse ter tomado conhecimento do anúncio de que as marchas continuariam até as eleições municipais de Novembro.

“Isso me leva a crer que há pessoas envolvidas na mobilização de sentimentos em torno de queixas genuínas. As marchas podem fazer parte de um projecto de mobilização política em preparação das eleições municipais. Portanto, não se trata apenas de imigração ilegal”, disse.

 Acredito que nos próximos dias e semanas, ao questionarmos aqueles que fazem essas declarações, ficará claro qual é o seu projecto político. Há uma queixa genuína, mas também parece haver uma agenda política”, referiu Chicalia.

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