O Diálogo Nacional Inclusivo entrou na terceira fase, num acto formal realizado no domingo (28) na província da Zambézia e marcado por apelos à participação de construção de consensos.
O encontro reuniu representantes do Governo, partidos políticos, organizações da sociedade civil, bem como líderes comunitários e religiosos.
Na ocasião, Albino Manguene, membro da Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo, apresentou as diferentes etapas do processo em curso e destacou a importância da participação de todos os segmentos da sociedade na construção de consensos sobre o futuro de Moçambique. Manguene avançou que o diálogo está estruturado em seis etapas.
A primeira, já concluída, consistiu na auscultação pública, a segunda centrou-se na elaboração de propostas-base destinadas à discussão nas sessões de audição.
Manguene esclareceu ainda que os documentos produzidos foram submetidos aos signatários, sob orientação do Presidente da República, Daniel Chapo, tendo recebido aprovação para o arranque da terceira etapa, lançada oficialmente neste encontro.
“O objectivo é trazer para a mesa de auscultação todas as visões, pensamentos e sentimentos da sociedade, permitindo que cada cidadão contribua com a sua perspectiva sobre o país que deseja”, afirmou.
Por sua vez, o governador da província da Zambézia, Pio Matos, considerou a iniciativa uma oportunidade para os cidadãos participarem activamente no fortalecimento da democracia, defendendo que o debate decorra de forma livre e sem interferências externas.
“Queremos que sejam os próprios moçambicanos a conduzir este processo de transformação, sem ingerências externas que possam desvirtuar o verdadeiro propósito desta iniciativa”, declarou.
O dirigente acrescentou que o diálogo pretende reunir diferentes sensibilidades políticas e promover entendimentos que reflictam a vontade popular.
Entre os participantes, prevaleceu a expectativa de que o processo produza resultados concretos para o reforço da paz, estabilidade e do desenvolvimento nacional.
Alguns intervenientes defenderam igualmente que todas as opiniões sejam consideradas, independentemente da filiação política dos cidadãos.
Também foram levantadas preocupações relacionadas com alegadas práticas de exclusão e especulação em determinados processos locais, tendo sido sublinhada a necessidade de preservar os princípios de participação e inclusão.
Os participantes manifestaram confiança de que o Diálogo Nacional Inclusivo possa contribuir para melhorias sociais e políticas no país.





