A actividade económica, medida pelo Produto Interno Bruto a preços de mercado (PIBpm), apresentou uma variação de 0.1% no primeiro trimestre de 2026, quando comparado ao mesmo período do ano 2025.
O crescimento foi registado, apesar de vários problemas que afectaram severamente a actividade económica de Janeiro a Março, com destaque para calamidades naturais (cheias, inundações e ciclones), escassez de divisas no mercado financeiro e a guerra no Médio Oriente.
O Instituto Nacional de Estatísticas (INE) explicou, em comunicado que a “Carta” teve acesso, que o crescimento do PIB naquele trimestre foi largamente determinado pelo sector terciário, que registou uma variação de 3.5%.
“O desempenho da actividade económica no primeiro trimestre de 2026 é atribuído, em primeiro lugar, ao sector terciário, com variação positiva de 3.5%, induzido pelo ramo de hotéis e restaurantes, com variação de 5.1%, seguido pelo ramo de comércio e serviços de reparação, com variação de 4.5%. O ramo de transportes, armazenagem e actividades auxiliares dos transportes e informação e comunicações teve variação de 3.9% e o ramo dos serviços financeiros teve variação de 3.1%”, concluiu o INE.
De acordo com a Autoridade Estatística Nacional, o sector secundário ocupa a segunda posição, com uma variação positiva de 3.2%, induzido pelo ramo de electricidade, gás e distribuição de água, com variação de 6.8%, seguido pelo ramo da indústria manufactureira, com variação de 2.2%, e, por último, o ramo da construção, com variação de 2.0%.
“O sector primário apresentou uma tendência contrária ao terciário e secundário, com variação de menos 4.8%, com maior destaque para o ramo da indústria de extracção mineira com variação de menos 21.6%. Seguido dos ramos da agricultura, pecuária, caça, silvicultura, exploração florestal e actividades relacionadas, com variação de 2.2% e por último, o ramo da pesca com variação de 0.9%”, constatou o INE.
Peso dos ramos na economia
No primeiro trimestre, os ramos da agricultura, pecuária, caça, silvicultura, exploração florestal e actividades relacionadas tiveram maior participação na economia, com peso de 32.2% seguido pelo ramo da indústria de extracção mineira, com peso de 10.5%.
Ocupa o terceiro lugar o ramo de transportes, armazenagem e actividades auxiliares dos transportes e informação e comunicações, com peso de 8.6%, seguido pelo ramo de comércio e serviços de reparação, com peso de 7.0%.
“Os ramos da Administração Pública, indústria manufactureira, aluguer de imóveis e serviços prestados às empresas, Educação, electricidade e água, hotéis e restaurantes, pesca e aquacultura, com pesos de 6.45%, 5.9%, 3.4%, 3.4%, 2.2%, 1.3% e 1.1%, respectivamente. Os restantes ramos de actividade tiveram em conjunto um peso de 18.0%”, concluiu o INE.
Desempenho das componentes da despesa
Além de calcular o PIB sob o ponto de vista da riqueza (ganhos) gerada pela actividade económica, o INE também calculou o PIB, na perspectiva de consumo público e privado. Constatou que o consumo final registou uma variação positiva de 12.9% no primeiro trimestre de 2026, quando comparado com igual período de 2025.
“Este desempenho foi influenciado pelo aumento do consumo privado, componente de maior peso na demanda interna e no PIB, que, no período em análise, registou variação positiva de 15.2% e do desempenho também positivo registado na componente do consumo público, que registou 5.5%”, calculou o INE.
De acordo com a Autoridade, a Formação Bruta de Capital (ou o investimento total realizado em todo o país) registou, no primeiro trimestre, uma variação de menos 39.1%. As exportações registaram um fraco desempenho, ao se situar em menos 7.8% no período em análise e as importações registaram um desempenho de menos 4.8%.





