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16 de June, 2026

Subida de preços nos transportes encareceu ainda mais o custo de vida em Maio

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Em Maio passado, Moçambique registou um aumento anual de preços na ordem de 7,22% e, em relação ao mês anterior (Abril de 2026), a subida foi de 2,32%.

Com esses aumentos, uma cesta básica que custava 10.000 Meticais em Maio de 2025, no mês homólogo deste ano custou 10.722 Meticais e, em termos mensais, 10.232 Meticais.

Dados recolhidos em Maio último pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), nas principais cidades do país, indicam que o custo de vida mensal aumentou devido à subida dos preços nas divisões de transporte e de alimentação e bebidas não alcoólicas, que contribuíram com cerca de 1,80 e 0,32 pontos percentuais (pp) positivos, respectivamente, para o total da inflação.

“Analisando a variação mensal por produto, é de destacar o aumento dos preços do gasóleo (44,5%), de transportes semi-colectivos urbanos e suburbanos de passageiros (11,9%), da gasolina (11,9%), de transportes por táxis (23,5%), do peixe fresco (11,7%), do tomate (5,7%) e de transportes de longo curso de passageiros por autocarro (26,3%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 2,10pp positivos”, lê-se num comunicado do INE.

Contudo, a Autoridade Estatística Nacional constatou que alguns produtos, com destaque para o milho em grão (14,4%), a couve (3,1%), o carvão vegetal (2,0%), o coco (3,2%), o feijão manteiga (1,2%), a alface (2,7%) e a manga (26,1%) contrariaram a tendência de aumento de preços, ao contribuírem com cerca de 0,16pp negativos no total da variação mensal.

Relativamente a igual período do ano anterior, os preços do mês em análise registaram um aumento de preços na ordem de 7,22%. O INE explicou que tal foi influenciado pelas divisões de alimentação e bebidas não-alcoólicas e de transportes, que tiveram maior aumento de preços ao variarem com cerca de 12,93% e 12,61%, respectivamente.

Cumulativamente, de Janeiro a Maio do ano em curso, o país registou um aumento do nível geral de preços na ordem de 5,19%, influenciado pelas divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas e de transportes, ao contribuírem com cerca de 2,32 pp e 1,92 pp positivos, respectivamente.

“Analisando a variação mensal pelos centros de recolha, verifica-se que, em Maio último, todas as cidades registaram aumento de preços, sendo de destacar a cidade de Quelimane, com 4,26%, seguida da cidade de Nampula, 3,62%, da província de Inhambane 2,53%, da cidade de Tete, 2,28%, cidade da Beira, 2,03%, cidade de Xai-Xai, 1,55%, cidade de Chimoio 1,42%, e da cidade de Maputo, com 1,36%”, lê-se no comunicado.

Em termos homólogos, dados do INE indicam também que todos os centros registaram um aumento do nível geral de preços.

A cidade de Tete registou o maior aumento de preços com cerca de 11,90%, seguida da cidade de Xai-Xai, 9,76%, cidade de Quelimane,9,67%, cidade de Chimoio, 8,39%, província de Inhambane, 7,63%, da cidade de Nampula, 7,51%, cidade da Beira, 6,26%, e da cidade de Maputo, com 3,92%.

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