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Actualizado de Segunda a Sexta

5 de May, 2026

Governo moçambicano reforça protecção a cidadãos na África do Sul e intensifica diálogo com Pretória

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O Governo de Moçambique, através da Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Moçambicanas no Exterior, Maria Manso, actualizou, na segunda-feira (04), a situação dos cidadãos moçambicanos residentes na África do Sul, na sequência das manifestações contra estrangeiros naquele país.

Em conferência de imprensa, Manso explicou que, há cerca de duas semanas, grupos de cidadãos sul-africanos iniciaram manifestações contra estrangeiros indocumentados, com maior incidência na cidade de Durban. O objectivo dos protestos é pressionar o governo sul-africano a expulsar cidadãos sem residência legal.

De acordo com dados oficiais, residem na África do Sul mais de 300 mil moçambicanos, que actualmente enfrentam um clima de medo e incerteza. Apesar da tensão, as autoridades moçambicanas asseguram não haver registo de mortes, agressões físicas ou perda de bens envolvendo cidadãos nacionais.

“A situação está a ser acompanhada de perto pelas nossas missões diplomáticas e consulares”, afirmou Maria Manso, acrescentando que há uma coordenação permanente com as autoridades sul-africanas e líderes comunitários.

Entretanto, mensagens que circulam nas redes sociais convocam novos protestos para cidades como Cidade do Cabo, Joanesburgo, Pretória e Durban.

As forças de segurança sul-africanas estão a monitorar a situação e poderão reforçar o contingente policial e militar para prevenir episódios de violência.

Face ao cenário, o Governo de Moçambique instruiu as suas representações diplomáticas a reforçar a assistência e proteção aos cidadãos no terreno.

Paralelamente, Maputo e Pretória mantêm contactos regulares para mitigar os impactos das manifestações.

Neste contexto, o Presidente da República, Daniel Chapo, deverá deslocar-se a Pretória hoje (05) para se reunir com o seu homólogo sul-africano, Cyril Ramaphosa.

O encontro visa avaliar a situação e encontrar soluções que promovam a convivência pacífica entre os dois povos.

O Governo moçambicano anunciou ainda a criação de condições na fronteira de Ressano-Garcia para acolher cidadãos que decidam regressar ao país por razões de segurança.

Apesar das garantias oficiais, há registo de um fluxo significativo de retorno, com milhares de moçambicanos a atravessarem a fronteira, alguns em movimentos migratórios circulares.

As autoridades reconhecem que a questão da imigração irregular continua a ser um desafio e indicam que decorrem esforços conjuntos com as autoridades sul-africanas para obter dados mais precisos.

O Governo reiterou o apelo à proteção dos cidadãos moçambicanos e de outros imigrantes africanos, defendendo que a amizade, a solidariedade e a fraternidade entre os povos devem prevalecer sobre a violência.

 

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