O Porto de Maputo, o maior do país, já começa a registar algum impacto da subida de preço de combustíveis no mercado internacional, devido à guerra provocada pelos Estados Unidos da América e Israel contra o Irão, no Médio Oriente.
Segundo o director executivo da concessionária do Porto de Maputo, Osório Lucas, por um lado, o efeito resulta do aumento do preço de transporte marítimo de mercadorias e, por outro, devido à escassez de combustíveis no país, que leva os camionistas a demorar a retirada de carga no Porto de Maputo.
“Os impactos ainda que reduzidos fazem-se sentir, primeiro, no aumento do custo do frete dos navios pelo efeito do aumento dos custos de combustíveis e, segundo, alguns atrasos no manuseamento de navios de carga geral, na medida em que eles dependem de camiões para fazer a retirada das cargas do porto para os armazéns. Por causa de alguma dificuldade no abastecimento, temos sentido algum atraso no manuseamento dos navios”, disse Lucas.
Falando à margem da 9ª Conferência Bienal do Porto de Maputo, o gestor disse que, de uma forma geral, o Porto de Maputo ainda não sofreu um impacto maior devido à guerra no Médio Oriente.
Entretanto, disse que o Porto de Maputo está a desenhar planos de contingência para responder a eventuais impactos que se façam sentir.
Lucas sublinhou que, durante a conferência, os accionistas da Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC), nomeadamente, a DP World, a empresa pública Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique e a Grindrod renovaram o compromisso de continuar com o plano de investimento, independentemente do cenário que se verifica agora no Médio Oriente.
Aliás, o director executivo da MPDC afirmou que “o objectivo da conferência é confirmar que o compromisso que foi assumido junto do Governo em princípios de 2024, com a extensão do período de concessão, está a ser comprido”.
A primeira fase do plano de investimento, avaliado em cerca de 500 milhões de dólares americanos, decorre de 2024 a 2027. O valor está a ser aplicado para a expansão dos terminais de contentores e de carvão, cujas obras já decorrem, e prevê-se que sejam terminadas no primeiro trimestre de 2027.
Segundo Lucas, já foi expandido o terminal de carga geral e a MPDC vai começar, em finais deste ano, a reabilitação de 400 metros de cais II e IV, além da dragagem de aprofundamento do canal, cujo concurso já foi lançado.
“A nossa expectativa é que o ano de 2028 seja de realizações em face dos investimentos que estamos a realizar neste momento”, concluiu o director executivo da MPDC. (Evaristo Chilingue)





