O Instituto Nacional de Petróleos (INP) defende que Moçambique reafirmou no ano passado a sua posição como um dos destinos estratégicos para o investimento no sector de pesquisa e produção de petróleo e gás (upstream) em África, de acordo com dados recentes da consultora Wood Mackenzie.
A consultora coloca o país entre os oito principais centros de investimento do continente em 2025, superando a fasquia dos 500 milhões de USD em fluxos de capital.
Segundo a consultora, a indústria de hidrocarbonetos em África atravessa uma fase de selectividade, onde as grandes multinacionais energéticas concentram os seus recursos em projectos de elevado potencial e menor risco. Neste cenário, Moçambique destaca-se ao lado de potências como a Nigéria e Angola, fruto do avanço dos seus projectos de Gás Natural Liquefeito (GNL).
“Ao contrário dos anos anteriores, onde o petróleo dominava as atenções, o gás natural emergiu em 2025 como o principal motor de novos fluxos de capital. Moçambique, com as suas vastas reservas na Bacia do Rovuma, posiciona-se como um fornecedor crucial não apenas para os mercados da Europa e Ásia, mas também para o desenvolvimento industrial doméstico e geração de energia na região da África Austral”, refere o INP na sua página oficial.
Enquanto a Nigéria liderou a lista com um investimento em activos de longo prazo de 5,3 mil milhões de USD, Moçambique integra o grupo de elite que também garantiu importantes volumes de investimento a par de países como o Uganda, Costa do Marfim e Gana.
A análise da Wood Mackenzie sublinha que o sucesso contínuo de Moçambique e dos restantes centros depende da capacidade de converter o potencial de pesquisa em produção efectiva. O foco dos investidores está agora direccionado para as decisões finais de investimento (FID, na sigla em inglês), que exigem clareza regulatória e incentivos fiscais competitivos.
O relatório destaca ainda que as petrolíferas estrangeiras estão a reformular as suas carteiras, abandonando activos onshore de alto risco, duplicando o investimento em campos offshore e projectos de gás com maior vida útil de reservas.
Com o mundo a navegar na transição energética, Moçambique mantém-se como uma fronteira estratégica de hidrocarbonetos. O país é visto como um dos “centros” que irá moldar a história do petróleo e gás em África e no mundo, nos próximos anos, desempenhando um papel fundamental na segurança energética global.





