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29 de January, 2026

Gás da Área 1: Chapo quer “defesa intransigente dos interesses” nas negociações sobre custos recuperáveis

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O Presidente da República, Daniel Chapo, disse hoje em Afungi que as negociações entre o Governo moçambicano e o consórcio liderado pela TotalEnergies sobre os “números” dos valores dos custos recuperáveis registados durante os mais de quatro anos de vigência da “força maior” devem ser norteados pela “defesa intransigente dos interesses dos contratantes”.

Chapo falava durante a cerimónia de relançamento do Projecto da Área 1 de Gás Natural Liquefeito (GNL), que decorreu na península de Afungi, província de Cabo Delgado, província de Cabo Delgado.

Na conferência de imprensa que marcou o final da cerimónia, o chefe de Estado enfatizou que o executivo moçambicano e o consórcio liderado pela multinacional petrolífera TotalEnergies estão em discussões para apurar os números reais dos custos incorridos pela suspensão do empreendimento, na sequência do ataque terrorista ocorrido em Março de 2021.

Daniel Chapo sublinhou que o processo negocial e a auditoria em curso, que estará na base de “consensos” entre as duas partes, não vão parar o empreendimento, que o qualificou como “estruturante” para a economia e a vida dos moçambicanos.

A TotalEnergies considera que os custos do projecto da Área 1 aumentaram em 4,5 bilhões de dólares, durante o congelamento das obras e quer que o período de desenvolvimento e produção seja prolongado por dez anos como compensação parcial” pela paralisação das actividades.

Derrapagem normal
Por seu turno, o presidente da TotalEnergies, Patrick Pouyane, desvalorizou o impacto das discussões sobre os custos recuperáveis, sublinhando que a “force majeur” já acabou.

Pouyane considerou normal que tenha havido uma derrapagem nas contas do projecto do campo Golfinho Atum, devido à suspensão do empreendimento.

Declarou ainda que o empreendimento desenvolveu acções visando a minimização dos prejuízos, criticando “rumores e barulho” à volta do tema.

O presidente da TotalEnergies disse que o primeiro carregamento de GNL da Área 1 será em 2029 e o custo do investimento está orçado em 15 mil milhões de dólares.

No pico da fase de construção, serão empregados cerca de 15 mil trabalhadores, dos quais sete mil serão moçambicanos.
Nesta fase de retoma do projecto, estão a trabalhar cerca de cinco mil trabalhadores, dos quais 80% moçambicanos e 40% destes da província de Cabo Delgado.

Na sua intervenção, o Presidente moçambicano avançou que o campo Golfinho Atum vai produzir cerca de 30 biliões de dólares de receitas para o Estado, durante os 25 anos de vida do projecto, gerando grande impacto ao nível económico e social do país.

O empreendimento vai criar oportunidades de negócios e investimentos avaliados em mais de dois biliões de dólares, para as empresas, no âmbito do compromisso com o “conteúdo local”.

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