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21 de January, 2026

Luísa Diogo: Governo decreta dois dias de luto nacional

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Moçambique observa, a partir das 00h00 da próxima sexta-feira, 23 de Janeiro de 2026, um luto nacional de dois dias, devido à morte de Luísa Dias Diogo, antiga Primeira-Ministra do país, ocorrida na passada sexta-feira, em Lisboa, capital portuguesa. O facto foi anunciado ontem pelo Governo, no fim da sua I Sessão Ordinária do Conselho de Ministros.

Luísa Dias Diogo, de 68 anos de idade, perdeu a vida no Centro Clínico Champalimaud, em Lisboa, onde recebia tratamento médico. Os seus restos mortais chegam esta manhã, em Maputo, sendo que o seu funeral terá lugar na sexta-feira, em Maputo. O Governo aprovou uma Resolução que determina a realização de um funeral oficial.

Refira-se que, para além de ter ocupado o cargo de Primeira-Ministra, entre 2004 e 2010, Diogo exerceu ainda as funções de Ministra de Plano e Finanças, de 1999 a 2005, e de Vice-Ministra do mesmo pelouro, entre 1994 e 2000.

Além da sua carreira governativa, Luísa Diogo desempenhou relevantes funções no sector empresarial. Em 2012, por exemplo, tornou-se Presidente do Conselho de Administração do Barclays Bank Moçambique, actual Absa Bank Moçambique. Em 2018, foi nomeada Presidente do Parque Industrial de Beluluane, onde se localiza a maior fábrica de fundição de alumínio do país, a MOZAL.

Natural da província de Tete, Luísa Diogo foi distinguida como uma das figuras femininas mais influentes do mundo pela revista Forbes e como uma das 100 personalidades mais influentes do mundo, pela revista Times Magazine, devido ao seu papel na economia, liderança e defesa da igualdade de género em Moçambique e a nível global, actuando também em painéis das Nações Unidas.

Casada com o renomado advogado Albano Silva, Luísa Dias Diogo publicou, em 2013, uma obra, intitulada “A Sopa da Madrugada”, na qual narra a sua experiência de governação entre 1994 e 2009, sobretudo o papel da mulher na governação.

Em Fevereiro de 2014, Luísa Dias Diogo concorreu nas eleições internas da Frelimo para ser candidata do partido no poder às eleições presidenciais daquele ano, tendo perdido na segunda volta para Filipe Jacinto Nyusi, numa eleição em que houve relatos de corrupção.

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