Moçambique precisa de cerca de 500 milhões de USD para implementar o ambicioso Plano Director da Aviação Civil para o período 2026-2045, cujo objectivo é posicionar o sector da aviação como um motor da diversificação económica e do desenvolvimento sustentável.
Dados do Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM) indicam que o Plano Director em auscultação desde finais de 2025 está orçado em 493.5 milhões de USD, sendo que a sua implementação será financiada pelo Banco Mundial, no âmbito do Projecto de Comércio e Conectividade da África Austral, uma iniciativa que visa reforçar o comércio regional, o crescimento económico e o desenvolvimento de infra-estruturas, com especial enfoque nos corredores da Beira e Nacala.
A fonte detalha que maior parte do orçamento, 321.3 milhões de USD, será aplicada na modernização de infra-estruturas aeroportuárias, enquanto a modernização da gestão do espaço aéreo irá demandar 128.9 milhões de USD.
Do bolo a ser aplicado na implementação do Plano, 18 milhões de USD serão destinados à optimização de custos e eficiência operacional. Já para melhorar a segurança, protecção e a facilitação serão gastos 15 milhões de USD. Do mesmo orçamento, 3.8 milhões de USD serão destinados ao desenvolvimento dos recursos humanos e reforço das capacidades.
Uma verba de 2.4 milhões de USD será investida no desenvolvimento de um ecossistema de aviação sustentável e inovador; 2.2 milhões de USD para reforçar a conectividade da aviação e promover a integração regional; 930 mil USD para melhorar o quadro regulamentar e institucional; e 500 mil de USD para reforçar os operadores moçambicanos.
O Plano Director da Aviação Civil do IACM prevê a criação de uma Unidade de Monitorização responsável pela coordenação, gestão e supervisão das acções. Esta unidade deve contar com conhecimentos técnicos especializados para garantir a coerência, o rigor e a continuidade ao longo de todo o processo.
Lembre-se que o Plano Director da Aviação Civil foi elaborado pela autoridade nacional do sector (IACM) e visa igualmente desenvolver a rede de transporte aéreo; modernizar a infra-estrutura aeroportuária e a gestão do espaço aéreo nacional; reforçar a segurança aeroportuária e segurança aérea; e promover a indústria aeronáutica nacional.
O documento consultado pela “Carta” apresenta como visão a promoção de “uma aviação civil que cumpra as normas internacionais de segurança aérea e aeroportuária”, permitindo que o transporte aéreo desempenhe plenamente o seu papel ao serviço de Moçambique, consolidando a coesão nacional e o desenvolvimento sócio-económico do país, ao mesmo tempo que “reforça a influência de Moçambique no seu espaço sub-regional e reduz o seu impacto ambiental”.
O instrumento deverá ser promovido a nível regional e internacional com vista à celebração de acordos de cooperação, assistência e financiamento com Estados e organizações de desenvolvimento e financiamento. Consta do Plano que uma equipa dedicada de consultores especializados é fundamental para a implementação eficaz do mesmo por três anos.





