As chuvas intensas que têm vindo a cair na região norte e centro do país, nos últimos dias, estão a causar danos severos na rede de estradas das províncias de Nampula, Niassa, Zambézia e Sofala, condicionando a transitabilidade em alguns locais.
De acordo com comunicados da Administração Nacional de Estradas (ANE), a que “Carta” teve acesso, mais de 20 estradas e pontes estão em situação de intransitabilidade ou transitabilidade condicionada.
Na província de Nampula, a ANE contabilizou seis estradas, com destaque para a estrada Nametil – Chalaua (R683), que segundo a ANE está intransitável, devido ao galgamento das águas e danos na ponte metálica sobre o rio Muririmue.
A instituição diz aguardar pela redução do caudal para efectuar o levantamento dos dados e definição da medida de solução. Naquela província, a estrada Mecubúri – Muite (R696) encontra-se também intransitável, devido ao corte nos acessos da ponte sobre o rio Mecuburi.
Na mesma situação de intransitabilidade está igualmente a R694, que liga Ribáuè e Lalaua, devido ao arrastamento das pontes metálicas sobre os rios Mpuipui e Lalaua. Como alternativa, a ANE aponta a estrada Lalaua/Meti/ EN13.
Das seis estradas afectadas em Nampula, está ainda a R703, que liga Nacala – a – Velha à Memba. Esta via está intransitável, devido à subida das águas do Rio Nihequehe. Como alternativa, a ANE aponta a estrada Gere-Gerere/Covo/Memba.
A R698 entre Muecate – Imala encontra-se intransitável, devido ao arrastamento da ponte metálica sobre o rio Muecate. Ainda em Nampula, a R681 entre Ivate – Larde está intransitável, devido ao arrastamento da ponte sobre o rio Maganha.
Já na província de Niassa, a ANE contabilizou sete estradas, das quais três intransitáveis e quatro com trânsito condicionado. Das intransitáveis, está a estrada Majune – Mavago, devido ao galgamento e arrastamento da ponte móvel. A ANE realça que esta via funcionava como alternativa após o desabamento da ponte principal. A instituição assegura que há trabalhos em curso com vista à mobilização de meios para a construção da ponte metálica sobre o Rio Luchesse.
Intransitável em Niassa está também a R734 que liga Metangula – Cobwe. Nesta via, as chuvas intensas provocaram corte na via em duas zonas. Entretanto, a ANE garante que estão em curso mobilização de meios para a construção de desvios alternativos.
A R731 Marrupa – Mecula está intransitável, devido às chuvas intensas que se registam naquela região, tendo provocado o corte de estrada e galgamento da via, em quatro zonas. Para reverter o cenário, a ANE diz trabalhar na mobilização de meios para a construção de desvios alternativos.
Das estradas com transitabilidade condicionada está a R726, que liga Mussa – Muembe – Chiconono – Mavago. A ANE explica que a transitabilidade nesta via está condicionada a veículos com tracção a quatro rodas, por causa da água da chuva que galgou a estrada tornando-a escorregadia. Neste caso, aquela entidade aguarda pela redução do caudal, para a execução de levantamentos exaustivos dos dados e definição da medida de solução.
Ainda em Niassa, as chuvas intensas condicionaram a transitabilidade na R733, que liga Unango à Macalodge, na R1215 entre Macalodge e Nova Madeira – Rio Rovuma, bem como na R720 que liga Cuamba e Mecanhelas. Nestes casos, a ANE aguarda a redução do caudal para execução de levantamentos exaustivos dos dados e definição da medida de solução.
Na província da Zambézia, centro do país, estão intransitáveis as estradas N324: Maganja da Costa – Mocubela – intransitável, devido à subida do caudal do rio Nipiode. Está também intransitável a R658 que liga Magige – Molumbo, devido aos cortes e ao arrastamento de solos. Já na estrada não classificada que liga Mussarawa à Mulevala, o trânsito está condicionado, devido ao arrastamento de solos e abertura de crateras.
Ainda no centro do país, concretamente na província de Sofala, estão intransitáveis a EN 281, que liga Guara-Guara à Vila do Búzi, devido a cortes em dois pontos, por causa da subida das águas no rio Buzi. A ANE diz que neste momento não há intervenção nenhuma, aguardando que os níveis das águas baixem para dar espaço aos trabalhos.
Em Sofala está também intransitável a R521, entre o cruzamento da EN280 (Buzi) e a EN1 (Casa Nova), devido ao galgamento das águas em dois pontos. Por enquanto não há intervenção alguma, aguardando-se que as águas baixem para visualizar os danos e fazer-se o devido levantamento.
A estrada Gorongosa – Piro (R564), está com a transitabilidade condicionada a viaturas com tracção a quatro rodas nos “drifts” sobre o rio Mucodza, e sobre o rio Muche. Ainda em Sofala a ANE comunicou que a ENº 1 está intransitável na Ponte sobre o Rio Muar, no Distrito de Machanga, devido ao galgamento das águas do rio Muar, tendo criado erosão nos acessos da referida ponte.
Em comunicado, a ANE garante que neste momento, diversas equipas técnicas da instituição e o empreiteiro estão no terreno a trabalhar afincadamente para o restabelecimento da transitabilidade.
Face a esta situação e a outras que possam ocorrer neste período chuvoso, apela aos automobilistas e transporte de passageiros para programarem as suas deslocações, assim como evitar a circulação de veículos com peso total acima de 10 toneladas em estradas terraplanadas.





