O novo Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Associação de Revendedores de Combustíveis de Moçambique (ARCOMOC), Luís Lopes Pereira, aponta as dificuldades de acesso a divisas e diferenças nas descargas de combustível não justificadas como desafios que os retalhistas do sector enfrentam.
Pereira referiu-se aos constrangimentos que os revendedores de combustível encontram na sua actividade, falando numa gala alusiva à eleição do novo elenco directivo da ARCOMOC.
“Os desafios que enfrentamos são conhecidos: dificuldades de acesso a divisas, diferenças nas descargas de combustível não justificadas, existência de contratos com prazos que prejudicam o retorno do investimento dos retalhistas, inexistência de linhas de acesso ao financiamento ajustadas às margens reguladas no País”, afimou Pereira.
O PCA da ARCOMOC considerou essencial a colaboração com o Governo, para que a implementação das leis de mercado seja acompanhada com rigor técnico, assegurando decisões equilibradas e ajustadas à realidade operacional dos retalhistas.
“Um mercado regulado exige diálogo permanente, clareza, previsibilidade e responsabilidade”, enfatizou.
Por outro lado, Luís Lopes Pereira saudou as iniciativas do Governo de criação de um banco de desenvolvimento, de uma caixa económica e do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), considerando esses instrumentos alternativas de financiamento ao empresariado local.
Ao nível das actividades dos retalhistas, Pereira defendeu ainda a necessidade de fortalecimento da capacidade de oferta das lojas de conveniência para garantir maior rentabilidade ao negócio e menor dependência das receitas provenientes das margens dos combustíveis líquidos e do gás do domestico.
“O nosso plano de direcção privilegia a expansão e o fortalecimento das delegações provinciais, porque acreditamos que a unidade nacional se constrói com participação ativa em todas as regiões. Estamos igualmente a investir na digitalização das plataformas de gestão, promovendo mais eficiência, transparência e ferramentas modernas para os nossos associados”, realçou.
Enfatizando o compromisso de um sector que tem operado sem interrupções, o PCA da ARCOMOC destacou que a área do retalho conta com mais de 900 postos de combustível em todas as províncias do país e cada posto emprega, em média, 25 trabalhadores, perfazendo 22.500 empregos directos.
Em média, cada posto movimenta cerca de 120.000 litros de combustível por mês e estes volumes demonstram o dinamismo operacional, mas representam apenas parte de uma cadeia maior, num país que depende integralmente da importação de combustíveis líquidos e GPL, ultrapassando mil milhões de dólares anuais, realçou.
Na ocasião, a directora nacional de Hidrocarbonetos, Felisbela Cunhete, indicou a promoção de uma cadeia de valor no sector de combustíveis líquidos como parte dos objectivos estratégicos do Governo.
Cunhete apontou a criação de infraestruturas de abastecimento como importantes para aumentar o acesso de combustíveis nas zonas recônditas.





