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20 de November, 2025

Moçambique apreendeu e incinerou drogas avaliadas em 1,6 mil milhões de meticais em 2024

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Moçambique apreendeu e incinerou, no ano passado, drogas avaliadas em mais de 1,6 biliões milhões de meticais. A informação foi divulgada pela directora do Gabinete Central de Prevenção e Combate à Droga (GCPCD), Filomena Chitsonzo, durante a Reunião de Consulta Técnica Continental sobre a Validação do Plano de Acção da União Africana para o Controlo da Droga e Prevenção do Crime 2026-2030, organizada pela Comissão da União Africana.

Segundo a responsável, a realização do encontro em Maputo, de 18 a 20 do corrente mês, constitui motivo de honra para o país, que se tornou “capital africana do conhecimento técnico especializado sobre o controlo da droga e a prevenção do crime” durante o evento. Chitsonzo considera que a reunião representa uma oportunidade para “reforçar respostas continentais mais eficazes, sustentáveis e alinhadas com a gestão da questão da droga em Moçambique”.

 País continua a ser rota de tráfico internacional

De acordo com o GCPCD, Moçambique permanece exposto a desafios significativos enquanto país de trânsito utilizado por redes internacionais de tráfico de drogas, especialmente cannabis sativa, heroína, metanfetaminas e cocaína. Os corredores marítimos, aéreos e terrestres continuam a ser explorados por grupos organizados, exigindo maior vigilância, reforço da cooperação policial e fortalecimento da capacidade de investigação criminal.

Aumento da procura de cuidados devido ao consumo

No domínio da prevenção primária, o primeiro semestre deste ano registou um aumento substancial das acções de sensibilização, com cerca de 30 mil palestras, beneficiando aproximadamente 800 mil pessoas.

Na prevenção secundária, mais de 10 mil pacientes com perturbações mentais ou comportamentais associadas ao consumo de substâncias psicoativas foram atendidos nas unidades sanitárias do país.

Já na prevenção terciária, mais de 1.800 usuários de drogas foram reintegrados nas suas famílias, tendo sido realizadas cerca de 3.000 visitas de apoio psicossocial. Foi igualmente destacado o avanço dos projectos-piloto do Plano de Redução de Danos, que já apresentam resultados positivos em algumas províncias.

Apesar dos esforços, o consumo interno de cannabis sativa, álcool, heroína e outras substâncias psicotrópicas tem crescido de forma preocupante, sobretudo entre adolescentes e jovens, com impactos negativos na saúde pública, no ambiente escolar e na coesão social.

Mais de 300 detidos por crimes relacionados com drogas

No âmbito do combate directo, o tráfico de drogas mantém-se como uma realidade no país. Além das apreensões avaliadas em 1,6 mil milhões de meticais no ano passado, foram concluídos cerca de 180 processos-crime só no primeiro semestre deste ano. Mais de 300 cidadãos nacionais e estrangeiros encontram-se atualmente detidos em estabelecimentos penitenciários por envolvimento em crimes relacionados com drogas.

Na ocasião, o órgão expressou apreço pela liderança do Governo nos sectores da justiça e da segurança, reiterando o compromisso nacional: “A evidência é clara: vamos investir na prevenção do consumo e do tráfico ilícitos de drogas”.

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