Vinte e quatro horas depois do rapto do empresário português, identificado por Francisco Casquinha, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique, veio a público repudiar o acto, considerando-o um “golpe duro” aos esforços dos empresários na luta pela “recuperação económica” do país, após as manifestações pós-eleitorais, que tiveram lugar entre Outubro de 2024 e Março de 2025.
Em comunicado de imprensa emitido esta tarde, a CTA afirma que o rapto ocorrido ontem, o sétimo desde o início do ano, “vem agudizar os receios dos investidores em direccionarem os seus investimentos no país”, na medida em que a insegurança, o terror e a instabilidade “são armas que atentam contra um ambiente de negócios saudável e atractivo para os investimentos”.
“A CTA deplora que este criminoso sequestro do empresário português Francisco Casquinha ocorra num momento em que, em sede do diálogo público-privado, se esteja num processo de identificação das principais barreiras aos investimentos”, afirma a organização, instando as autoridades, particularmente as Forças de Defesa e Segurança, a empregarem todos os esforços para o rápido esclarecimento do caso, assim como o “desmantelamento total de todas as redes responsáveis pelos crimes de raptos e sequestros para a devolução imediata da confiança e segurança do ambiente de negócios em Moçambique”.
No seu comunicado de duas páginas, os patrões moçambicanos exigem ainda, do Governo, a implementação de medidas imediatas para estancar “definitivamente” o clima de medo, de terror e a insegurança que caracterizam o ambiente em que vive a classe empresarial, incluindo o alastramento de actos de terrorismo que afectam a província de Cabo Delgado.
Segundo a agremiação, a nova onda de ataques terroristas agudiza a incerteza e desmotiva os principais actores da promoção do emprego e luta pelo desenvolvimento nacional, o que, na sua óptica, tem resultado na redução do fluxo de investimentos para o desenvolvimento económico e social do país.
“A CTA solidariza-se com a família do empresário Francisco Casquinha, assegurando tudo fazer, no âmbito do seu papel de advocacia pela contínua melhoria do ambiente de negócios, em prol de um Moçambique mais seguro para o desenvolvimento da actividade empresarial e negócios prósperos numa sociedade de justiça social e segurança para todos”, sublinha.
Refira-se que o empresário português Francisco Casquinha, que se dedica à venda de peças e acessórios de viaturas, foi raptado na manhã desta terça-feira, em frente à sede da sua empresa, na Avenida Zedequias Manganhela, na zona baixa da cidade de Maputo.





