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19 de August, 2025

ANAMOLA quer participar e contribuir no Diálogo Nacional Inclusivo – diz Venâncio Mondlane

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O ex-candidato presidencial, Venâncio António Bila Mondlane, afirma que o seu partido político, o ANAMOLA (Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo), pretende participar e contribuir no Diálogo Nacional Inclusivo, cujo processo nacional de auscultação pública inicia em Setembro próximo. O desejo foi manifestado esta terça-feira, em Maputo, durante a I Sessão Extraordinária da Comissão Executiva daquele partido político, criado há menos de uma semana.

Segundo Venâncio Mondlane, a participação do ANAMOLA no Diálogo Nacional Inclusivo – liderado pelo Presidente da República e que conta com a presença de partidos com assento na Assembleia da República (Frelimo, PODEMOS, Renamo e MDM) e nas Assembleias Provinciais e Municipais (PARENA, PAHUMO, Revolução Democrática, PARESO e Nova Democracia) – é um dos seis pontos que constituem o Plano de Actividades e de Acção do partido para 2025 e 2026.

O ANAMOLA, diz Mondlane, tem ainda a ambição de liderar a elaboração de propostas de políticas públicas e de iniciativas legislativas; fiscalizar a acção governativa; de desenvolver projectos de intervenção social, em particular no apoio às vítimas da violação dos direitos humanos, incluindo nas manifestações pós-eleitorais; mobilizar membros para se juntar ao partido; e de relançar a imagem de Moçambique no estrangeiro “como um país atrativo e com grande potencial”.

O político, que cria o seu partido político após passagens pela Frelimo, MDM e Renamo, diz ainda que o ANAMOLA tem três grandes prioridades para o país, nomeadamente, mudar as regras do jogo (reformar o quadro normativo, desde a Constituição da República, passando pelos sistemas eleitoral e fiscal); investir em infra-estruturas (estradas, escolas, hospitais e tecnologia); e desenvolver o capital humano e social.

Em termos de áreas programáticas para o desenvolvimento da República de Moçambique, Venâncio Mondlane enumera seis: reforma do Estado; desenvolvimento sustentável da economia; desenvolvimento do capital humano e social; promoção da paz e da concórdia e reconciliação nacional; modernização da defesa nacional, da segurança pública e o combate ao crime organizado; e o reposicionamento do país nas relações internacionais.

“Na reforma do Estado, queremos uma nova Constituição da República, um novo sistema eleitoral (moderno, independente e despartidarizado), sobretudo um apuramento parcial dos resultados online”, explica a fonte, para quem a reforma e planificação económica deve se traduzir na capacidade do país em poder colectar e reter parte da receita dos impostos e taxas cobradas nas províncias e usá-la para financiar os planos e orçamentos provinciais.

No seu discurso de abertura do encontro, que contou com a presença do jornalista Salomão Moiane, do advogado Damião Cumbane e do economista Roberto Tibane, Mondlane disse que os valores do ANAMOLA baseiam-se no respeito mútuo entre os moçambicanos; justiça social; inclusão; paz; progresso; e integridade. (Carta)

 

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