Investigações preliminares indicam que os dois condutores dos transportes semi-colectivos que provocaram ontem (18) a morte de 35 pessoas nos distritos de Chongoene e Manhiça, nas províncias de Gaza e Maputo, não possuíam carta para conduzir veículos de transporte público de passageiros.
A informação foi avançada pelo presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO), Nelson Nunes, que apontou o excesso de velocidade e uma manobra irregular de ultrapassagem bem como a fadiga dos motoristas como as principais causas dos sinistros.
“As primeiras evidências apontam como provável causa do acidente o excesso de velocidade. O embate resultou de uma ultrapassagem irregular, associada à fadiga do condutor”, explicou Nunes.
No local, as autoridades constataram ainda outras irregularidades, como o transporte de passageiros sem lista oficial, a falta de carta adequada, o incumprimento dos tempos de condução e a violação do despacho ministerial que regula a circulação de veículos pesados.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) e o INATRO deslocaram-se de imediato aos locais dos acidentes e prestaram assistência às vítimas, incluindo o encaminhamento dos feridos às unidades sanitárias.
Durante a conferência de imprensa, Nunes sublinhou que um dos factos mais preocupantes é que os veículos implicados tinham passado por diferentes postos de fiscalização.
Segundo o dirigente, há indícios de que a viatura proveniente de Manjacaze em direcção a Maputo fez o percurso Manjacaze – Chibuto sem passar pelo terminal, efectuando o embarque de passageiros ao longo da estrada. “Trata-se de uma viatura de 15 lugares, mas transportava 27 pessoas, das quais 24 perderam a vida”, revelou.
O INATRO aguarda agora o relatório final das equipas no terreno para confirmar a trajectória exacta seguida pela viatura até chegar a Xinavane. (Carta)





