O Instituto Nacional de Estatística (INE) revela que os dados recolhidos no mês de Junho, nas cidades de Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-Xai e província de Inhambane, indicam ter havido uma queda de preços, quando comparados com os do mês de Maio.
Segundo a autoridade estatística, os preços caíram na ordem de 0,07%, tendo a divisão de alimentação e bebidas não alcoólicas em destaque, ao contribuir com cerca de 0,12 pontos percentuais (pp) negativos. As cidades de Xai-Xai (com 0,55%) e de Tete (com 0,18%) é que registaram aumento de preços, enquanto nas restantes cidades houve queda de preços.
A informação consta do Índice do Preço no Consumidor (IPC), divulgado esta quinta-feira pelo INE. O documento sublinha que, desde 01 de Janeiro de 2025, os preços subiram em 1,20%, porém, comparando com os preços registados em Junho do ano passado, nota-se uma subida na ordem de 4,15%.
Desagregando os dados do IPC do passado mês de Junho, o INE destaca a queda dos preços do tomate (7,0%), da couve (9,3%), do feijão manteiga (3,3%), do gasóleo (3,1%), da gasolina (1,0%), da alface (9,2%) e do coco (6,6%). “Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,32pp negativos”, refere o documento.
No entanto, no sentido contrário, houve registo da subida dos preços do pão de trigo (2,8%), do carapau (2,1%), do peixe seco (1,2%), do peixe fresco (1,2%), da galinha viva (1,5%), dos lençóis e fronhas (4,9%) e dos veículos automóveis ligeiros em segunda mão (3,4%), que contribuíram com cerca de 0,20pp positivos no total da variação mensal.
O INE explica que, no primeiro semestre do ano em curso, o país registou um aumento do nível geral de preços na ordem de 1,20%, com as divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas e de restaurantes, hotéis, cafés e similares em maior destaque, ao contribuírem com cerca de 0,43pp positivos, cada.
“Analisando a variação acumulada por produto, importa destacar o aumento dos preços de refeições completas em restaurantes, do pão de trigo, do arroz em grão, do feijão manteiga, do sabão em barra, do carapau e de sumos naturais. Estes comparticiparam com cerca de 0,98pp positivos no total da variação acumulada”, destaca a publicação, sublinhando que todas as cidades registaram um aumento do nível geral de preços.
A autoridade estatística refere igualmente que as divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas e de restaurantes, hotéis, cafés e similares foram as que tiveram maior aumento de preços, quando comparados os dados de Junho de 2024 e de Junho de 2025, ao variarem com cerca de 9,38% e 8,53%, respectivamente. Aqui, o INE relata também o registo de uma subida generalizada dos preços em todas as cidades. (Carta)





