A elevada adesão dos médicos à greve que iniciou no dia 10 do mês de Julho está a comprometer vários serviços, com maior enfoque para o Hospital Central da Beira (HCM) que funciona a meio gás.
Nesta unidade sanitária, os médicos-chefes e estrangeiros não conseguem dar vazão aos doentes e tão pouco encontram tempo para as visitas matinais aos pacientes internados, centrando apenas a sua atenção aos serviços de urgências que têm tido uma maior procura.
O HCB é a segunda maior unidade sanitária do país e não só serve a província de Sofala, como também os pacientes vindos das províncias de Tete, Zambézia e Manica para os serviços especializados. Recentemente também sofreu corte de água devido à falta de pagamento.
Enquanto o país se debate com a greve dos médicos, e a província de Sofala em particular, no distrito de Dondo vários professores decidiram paralisar as suas actividades desde a última quinta-feira em protesto contra a falta de pagamento dos salários do mês de Julho.
Os professores ameaçam não comparecer às últimas avaliações trimestrais que arrancam hoje e, consequentemente, não proceder à entrega das notas do segundo trimestre, caso o salário não seja pago ainda hoje.
Exigem ainda o pagamento das horas extraordinárias do ano passado e pedem que o Estado seja mais sério e respeite os seus funcionários, caso queira que estes continuem desempenhando as suas actividades com dedicação.
Lembre-se que, recentemente, o primeiro-ministro reconheceu que ainda existe um grupo de funcionários que ainda não recebeu os seus ordenados do mês de Junho, mas garantiu que o atraso não se deve à falta de fundos, mas sim a problemas técnicos. (Marta Afonso)




