Três jornalistas e um motorista em trabalho para a organização Amnistia Internacional (AI) estiveram retidos perto de Palma, em Cabo Delgado, desde perto das 10 horas de ontem, soube “Carta” de fontes no terreno. Dois dos jornalistas são estrangeiros. Não conseguimos estabelecer seus nomes nem suas nacionalidades. O terceiro é o foto-jornalista moçambicano baseado em Pemba, Estácios Valoy.
A equipa estava a caminho de Palma. Ontem de manhã trabalharam em Chitolo mas foram impedidos de seguir viagem para o interior de Cabo Delgado por um contingente das Forças de Defesa e Segurança. No ato, os militares recolheram todo o material de trabalho (câmaras, telemóveis e outros objetos), retendo de seguida os jornalistas.
Fontes no terreno revelaram que o ambiente à volta dos jornalistas nas proximidades de Palma não era dos melhores e que havia ameaças de agressão. “Carta” apurou que a equipa dirigiu-se à zona com a autorização das autoridades policiais da Província, em Pemba, não se percebendo por que foram impedidos de seguir viagem. Fontes ouvidas pela “Carta” dizem que o cenário no terreno é anormal. “Há uma movimentação fora do normal em todo distrito de Palma. Militares, Polícias e agentes secretos estão em tudo o que é canto, vasculhados nos hotéis, pensões, ruas e mercados, tudo para que a informação não saia”, disse uma das fontes. (Carta)





