O cantor e compositor maliano Salif Keita cancelou os seus próximos espectáculos na África do Sul em resposta aos protestos anti-imigração no país. A África do Sul foi abalada por uma série de marchas contra a imigração ilegal no início deste ano que, por vezes, se tornaram mortais. “Não posso ignorar os relatos de violência xenófoba contra nossos irmãos e irmãs africanos”, disse Keita num comunicado no Facebook.
Keita afirmou ter tomado a “decisão dolorosa” de cancelar os próximos “shows” na África do Sul, sem especificar as datas ou locais das apresentações. A sua empresária, Carolina Vallejo, da One World Records, confirmou a decisão à AFP.
Com uma carreira de mais de 50 anos, o artista de 76 anos de idade, ainda faz digressões, embora com menos frequência, por motivos de saúde. “Para que fique claro: não estou fechando as portas para a África do Sul. Estou fechando as portas para a violência”, diz a publicação de Keita.
“Quando vejo imigrantes sendo atacados, não vejo política. Vejo pessoas em busca de trabalho, segurança e dignidade. Isso não condiz com a África do Sul que conheço, a África do Sul que se manteve firme ao lado do Mali e a África do Sul que Nelson Mandela construiu”, pode ler-se no “post”.





