A população do distrito de Mocuba, na província da Zambézia, manifesta sua preocupação com a implementação dos acordos de reassentamento, no âmbito da construção da nova ponte sobre o Rio Licungo e da Estrada Circular de Mocuba, no quadro do Compacto II do Millennium Challenge Corporation (MCC). A preocupação foi manifestada há dias, durante a segunda ronda de consulta pública às populações afectadas pelo projecto.
Em causa está a distância de cerca de 15 Km entre o local proposto para o reassentamento e as infra-estruturas sociais básicas, como escolas, unidades sanitárias e mercados. Segundo os residentes de Mocuba, a distância poderá impactar directamente nas suas vidas, podendo dificultar o acesso a serviços básicos.
A população de Mocuba diz também que alguns pontos discutidos na primeira auscultação pública não foram devidamente considerados pelas autoridades governamentais, facto que gerou insatisfação entre os afectados.
Caso não sejam observados os pedidos feitos às autoridades, a população promete boicotar o arranque da obra, orçada em 500 milhões de USD, cuja data ainda não foi determinada. Dados do Governo indicam que cerca de 524 famílias das duas margens do Rio Licungo serão afectadas pelo projecto, aumentando a necessidade de soluções que garantam condições dignas e sustentáveis para todos.
Presente no encontro, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salimo Valá, defendeu que o processo de consulta pública deve resultar em decisões que respeitem as condições reais das famílias, para além de garantir soluções justas do ponto de vista legal e social, tendo em conta o contexto nacional e internacional, bem como os meios de subsistência das comunidades envolvidas.
Segundo Valá, o projecto de construção da ponte sobre o Rio Licungo e a Estrada Circular de Mocuba visa impulsionar a recuperação económica do país e melhorar as condições de vida da população, através do fortalecimento da cadeia de valor agrícola até aos mercados.





