Um grupo de profissionais de Saúde submeteu uma providência cautelar contra a Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM), liderada por Anselmo José Muchave, exigindo a realização de eleições livres, justas e transparentes.
Segundo os requerentes, desde a criação da associação, nunca foram realizadas eleições formais para os órgãos da organização, situação que consideram irregular e contrária aos princípios de gestão associativa.
Os associados afirmam que Anselmo Muchave não foi eleito presidente efectivo, tendo assumido funções a título provisório. De acordo com o grupo, vários pedidos para a convocação de uma assembleia-geral foram apresentados ao longo de 2024, sem sucesso.
Alegam ainda a existência de irregularidades no funcionamento da associação desde o seu reconhecimento oficial pelo Governo.
Face à recusa da direcção em convocar a assembleia, os associados decidiram recorrer ao Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, com o objectivo de obrigar à realização do encontro e garantir um processo eleitoral inclusivo.
“Pretendemos que todos os membros tenham a oportunidade de concorrer, votar e ser eleitos”, referem os requerentes, numa providência cautelar a que “Carta de Moçambique” teve acesso.
Os requerentes denunciam também dificuldades no processo de inscrição de membros, sublinhando a inexistência de estruturas organizativas adequadas, como escritórios, e a concentração de registos nas mãos de delegados provinciais, o que, segundo afirmam, limita a participação de todos os interessados.
Para os proponentes da acção, esta iniciativa representa não apenas uma disputa interna, mas um esforço de reorganização institucional. O grupo defende a construção de uma associação mais democrática, transparente e representativa, capaz de responder às expectativas dos seus membros.




