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28 de January, 2019

Rescaldo das cheias na Beira

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As chuvas que fustigaram a Beira nas passadas segunda e terça-feira afectaram 5800 pessoas, o correspondente a 1400 famílias, informou ontem à “Carta” a directora nacional do Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), Ana Cristina Manuel, tendo frisado que o número está em actualização, visto que ainda há pessoas desalojadas que continuam a acorrer aos centros de acomodação.

 

Para aliviar o sofrimento das vítimas, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), através do CENOE, criou seis centros de alojamento nos sete bairros mais afectados pelas inundações, nomeadamente Mungassa, Ndunda, Manga Mascarenhas, Matadouro, Praia Nova, Vaz e Muave, constituídos por cinco escolas e o Pavilhão do Desportos da Beira.

 

De acordo com Ana Cristina Manuel, o apoio consiste em oferecer alojamento, alimentação, água e saneamento, e segurança.

 

“Em relação a alimentação, estamos a prover as três refeições por dia, sendo o pequeno-almoço constituído por papa de farinha de milho, almoço e jantar, em que oferecemos cereais (arroz, feijão, batata), massas esparguete e peixe”, disse a directora do CENOE, tendo acrescentado que em cada centro de acomodação há dois tanques de água, de dois mil litros cada. 

 

Foram destacados para o local técnicos de saúde, cuja missão é garantir a assistência média na distribuição de redes mosquiteiras, educar as populações sobre normas de higiene, e tratar o precioso líquido com vista a evitar a eclosão de doenças hídricas. 

 

Para além do pessoal da Saúde, “há a presença nos locais de agentes da Polícia da República de Moçambique, para garantir a segurança das pessoas e bens”, acrescentou a nossa fonte. As chuvas não afectaram apenas a cidade da Beira, em Sofala, mas também o Município do Dondo, que dista poucos quilómetros da capital provincial.  O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) havia previsto chuvas de 100 milímetros em 24 horas, porém registou-se quase o triplo (280 milímetros). Como consequência, o fenómeno destruiu parcialmente 409 casas, segundo dados preliminares fornecidos pelo delegado da província de Sofala, Paulo Tomás. Segundo Ana Cristina Manuel, na maioria das zonas a água já baixou de nível estando ainda inundadas partes dos bairros Ndunda e Mungassa. Para os próximos cinco dias, a directora nacional do CENOE garantiu, entretanto, que o INAM não prevê chuvas intensas (senão chuviscos) na Beira, bem como em toda a província Sofala. (Evaristo Chilingue)

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