Os deslocados dos ataques terroristas, na província de Cabo Delgado, pedem o aumento do subsídio atribuído pelo Programa Mundial da Alimentação (PMA), de modo a suprirem as suas necessidades.
Na conversa tida com a nossa reportagem, alguns deslocados apontam o elevado custo de vida na cidade de Pemba, capital provincial de Cabo Delgado, como a razão principal que torna os actuais 3.600,00 Meticais insuficientes para custear as despesas do dia-a-dia.
Ana Constâncio é uma das deslocadas que conversou com a nossa reportagem e contou-nos que a loja escolhida para o levantamento dos produtos alimentares (através de senhas) é excessivamente cara, para além de que, para confeccionar os alimentos, é necessário comprar o carvão vegetal diariamente, uma vez que não há lenha naquela urbe.
A fonte sublinha que a casa, onde se encontra hospedada é habitada por 12 pessoas, sendo que nenhuma delas trabalha, pelo que necessita do apoio do Governo.
Outra chefe de família que diz ser insuficiente o valor alocado pelo PMA é Atija Camacho, de 33 anos de idade, que reside no bairro de Paquitequete, com outras 41 pessoas. Sublinha que o valor só chega para comprar arroz e farinha de milho, devido aos elevados preços praticados pela referida loja.
Entretanto, as duas deslocadas sublinham a importância do subsídio, pelo que agradecem a iniciativa do PMA. Porém, há quem reporta situações de desvio de senhas por parte das estruturas dos bairros, em particular do bairro Paquitequete. (Carta)





