O Presidente da República, Daniel Chapo, apontou ontem (31), em Marracuene, o aumento da produção nacional e das exportações como uma das principais vias para reforçar a disponibilidade de divisas e inverter a balança de pagamentos do país.
“Precisamos de inverter a nossa balança de pagamentos”, afirmou Chapo, explicando que a capacidade de gerar divisas está directamente relacionada com o volume da produção nacional e das exportações.
“Nós só teremos divisas se produzirmos mais e exportarmos mais. Enquanto produzirmos menos, importarmos mais e exportarmos menos, haverá menos divisas”, disse.
O Presidente falava na abertura da 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), tendo destacado o desempenho dos produtores e empresas nacionais que conseguem colocar os seus produtos nos mercados internacionais.
Segundo Chapo, o aumento das exportações deve ser acompanhado pela melhoria da capacidade produtiva do país, de modo a reduzir a dependência das importações e aumentar a entrada de receitas provenientes do comércio externo.
O Chefe do Estado considerou que a conquista de mercados internacionais representa também uma demonstração da capacidade de Moçambique produzir, competir e conquistar espaço na economia mundial.
“Exportar não é apenas vender para o exterior. É provar ao mundo que Moçambique sabe produzir, sabe competir e sabe vencer”, afirmou.
Chapo defendeu ainda a necessidade de aumentar a transformação dos produtos nacionais, de modo a elevar o seu valor antes da exportação e fortalecer a capacidade de geração de receitas no país.
Apontou a produção agrícola como uma das áreas com potencial para contribuir para este objectivo, defendendo que os produtos moçambicanos devem atravessar fronteiras associados a uma marca de qualidade e confiança.
“Continuemos a produzir mais e exportar mais”, apelou o Presidente.
Chapo destacou os produtores e empresas distinguidos na FACIM pelo seu desempenho exportador, considerando que cada produto nacional que conquista um mercado externo contribui para projectar a imagem de Moçambique e reforçar a confiança na economia.
O Presidente disse que o Governo continuará a trabalhar para melhorar o ambiente de negócios, através da simplificação de procedimentos administrativos, digitalização dos serviços públicos, redução de custos e reforço da previsibilidade regulatória.
Segundo Chapo, estas medidas devem criar melhores condições para quem produz, investe e cria empregos, contribuindo para uma economia mais competitiva e com maior capacidade de exportação.
A 61.ª edição da FACIM decorre sob o lema “Transformação Digital e Energética rumo a uma Economia Sustentável”, reunindo produtores, empresários, investidores e representantes de vários países.





